From Illustration to Poetry

Uma ilustração por semana. Cada uma com uma história momentânea. Um desabafo. Um sorriso. Uma atitude. Os três pequenos papeis riscados tão pensados, foram parar na mesma pasta. Àquela onde todos os desenhos finalizados vão parar. Lá estava três diferentes ilustrações, dividindo a mesma divisória. Colados um ao outro, a princípio sem propósito.

A artista não folheava sempre seus desenhos. Eles permaneciam na pasta, a espera de serem encaminhados a um novo dono. Como se não bastasse a mania de cada coisa ter ser lugar, a artista percebeu que em uma das folhas, três pequenas ilustrações se sobrepunham. “Isso está errado”, pensou. Incomodada com o espaço sobrando e as folhas quase coladas, uma mão da artista pegou as três histórias enquanto a outra segurava o plástico. Quando chegaram delicadamente  à superfície gelada da escravinha recém limpa, as histórias chamaram a atenção da artista. Os papéis estavam separados uns dos outros e ainda assim, pareciam como imã. Uma história chamava a outra.

As três ilustrações se completaram e fecharam um ciclo, alí em cima da escrivaninha. A artista suspirou feliz: “Tão planejado e ainda assim, tão imprevisto”.

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“Existe um momento na vida que as circunstâncias parecem te mandar para longe de onde você deseja estar, e te jogam num lugar onde mais o aterroriza. Quando chega a este ponto, a maioria das pessoas pensa que não existe uma saída. É preciso apenas uma atitude para mudar a história, para encontrar onde você quer chegar.”

FIC – 2013

Em julho de 2013 aconteceu a Feira Internacional Cristã. Estive lá cobrindo o evento pelo site Gospel Prime. FIC, uma das maiores feiras Cristãs do país, reuniu editoras, lojas e celebridades gospel para apresentar seus produtos de perto ao público alvo. Organizada pela GEO, uma das produtoras da Globo, a feira foi divida em stands e palcos para apresentações dos cantores.

As fotos ficaram guardadas por muito tempo em meu computador e hoje no meio de uma reorganização de pastas, encontrei as fotos de vários momentos na Feira. Confira a galeria:

Família Gigantes da Colina

Vasco da Gama - Homenagem aos Pais

Tá vendo aquelas três pessoas em uma foto, logo atrás da palavra pais na imagem acima? É meu irmão, meu pai e eu. Vasco fez uma homenagem aos pais, e corremos em enviar nossa foto. Essa aí não é a imagem oficial que o Vasco divulgou, a oficial não tem essa divulgação de preço aí.A foto se perdeu aqui no computador.

Tenho a lembrança infantil de meu pai e meu irmão torcendo fervorosos pela Cruz de Malta. Lembro de observá-los e não entender o amor e a paixão por um esporte passando na TV. Só fui entender quando fomos juntos assistir a um jogo do Vasco. Essa história eu já contei aqui.

Há cerca de três anos mais ou menos, eu me assumi Vascaína. Não por entender de futebol, mas por carregar uma tradição da família. E, porque eu sempre gostei de me opor aos flamenguistas. Meu amor pelo Vasco é simples. Leio, pesquiso. Não gosto muito de assistir aos jogos pela TV, mas levanto a bandeira quando alguém pergunta “Que time você torce?”.

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Aloe Blacc is awesome and you know it!

Jessica Tavares - Desenho - Drawing - Art - Aloe BlaccConheci Aloe Blacc através do Avicii. Wake me Up foi hit no verão e  sem dúvida na minha playlist. Fui atrás de conhecer quem era o cantor que acompanhava Avicii, e descobri um belo músico. Aloe, já faz parte de uma lista de músicos favoritos.

E claro, para desenhá-lo, coloquei as o álbum Good Things para tocar no background.

Jessica Tavares - Desenho - Drawing - Art - Aloe Blacc

Drawing - Ilustration- Jessica Tavares - Paper is not the limit - digital exhibition-5995 - Jessica Tavares - Desenho - Drawing - Art - Aloe Blacc

Conheça minha galeria online de desenhos: www.tavaresjessica.tumblr.com

exposição cazuza - foto jessica tavares

 Cara! Se tem uma coisa que deveria ser ensinada desde pequeno, é desfrutar do acesso à cultura. Lembro até hoje da primeira exposição que fui. Deveria ter 13 anos mais ou menos, fomos com um grupo da escola. Lembro da sensação de estar lá dentro. Eu tinha a impressão que acabava de descobrir o mundo. Cada obra que eu olhava, com um conhecimento ainda limitado, me fazia viajar e imaginar.

Até hoje quando vou a uma exposição tenho o mesmo sentimento. Parece que cada peça na parede, abre uma porta em seu cérebro. É incrível!

Um dia desses aí, estava bem chuvoso. Daqueles dias perfeitos para juntar a galera e assistir filme. Ou até ficar sozinho. Foi a vez do Jeff puxar eu e a Naty para fazer algo diferente. Deixo aqui registrado isso, pois foi um caso inédito.

O Museu da Língua Portuguesa não deixa a gente decepcionado com a curadoria e organização de nenhuma exposição. Não foi diferente. Andamos por um labirinto, onde cada pedaço contava uma parte importante da vida e caminhada de Cazuza. Foi como uma bela conversa, sobre uma grande pessoa.

Eu descobri um poeta, um escritor, uma delicadeza no olhar. Me senti na necessidade de ouvir mais música nacional e aprender mais sobre nossos artistas.

Ao final da caminhada, nós viramos peças da exposição. Com a escolha de uma música de Cazuza e uma foto. Cada um de nós se transformou num banner preso a alguma superfície. Com a sensação exata após uma bela experiência. Deixar um pouco de você, levar um pouco com você.

exposição cazuza - foto jessica tavares

Esse telefone tocou, atendi. Era Cazuza falando, dando risada. Após um show, em algum lugar ele filosofou sobre a vida. Eu me emocionei. Queria tê-lo conhecido.

Exposição Mostra a Tua Cara

Uma aliança. Um propósito!

Conheço alguns missionários brasileiros que largaram a vida no Brasil, para se dedicar ao povo Africano. Admiro muito esse trabalho e o de quem tem essa habilidade e disponibilidade de largar de si para ir cuidar do outro. Acho incrível.

Pensando nas experiências dessas pessoas, algumas histórias que ouvi. E exemplos que eu vejo constantemente, me veio a ideia de fazer uma ilustração para colocar essa admiração em prática.

Escolhi as cores das bandeiras dos dois países e escolhi elementos geométricos específicos para fazer essa junção. Usei uma técnica diferente do que uso hoje, a colagem. O processo de desenhar, cortar, pintar e unir foi inteiramente manual.

Fiquei feliz com o resultado. O fato da ilustração não ter ficado bem linear fechou o ciclo que eu deixo à favor da sua interpretação.

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Drawing - Ilustration- Jessica Tavares - Paper is not the limit - digital exhibition-6150

Veja a galeria online dos meus desenhos: tavaresjessica

Brasil loves Africa

Ser criança é tão bom. A ingenuidade e a atenção aos pequenos detalhes são tão vivos nessa época. Felicidade é brincar com um pedaço de borracha cheio de ar.

Discordo daqueles posts constantes na web “2387562947562 imagens para restaurar sua fé na humanidade”. O agora é o momento de restaurar a fé, o olhar em volta, perceber o que está ao redor. Fotos são lembranças.

Observe uma criança, depois tente olhar igual a ela. Isso é se restaurar de dentro para fora. Lembrar que os valores estão dentro de você e que no decorrer do tempo, foram perdidas, sem querer.

Ballons

Tem um lugar perto de casa que vende uma salada maravilinda! Até aprendi a apreciar o tal do tomate seco. Delicious! Aí no dia da correria, muitos jobs para fazer e eu corro para pegar uma saladinha para almoçar. Vim para casa, coloquei uma série para assistir e fiquei olhando a tampa. Enquanto o Sheldon e a Penny estavam discutindo na tela do computador, minha mente borbulhava.
Acho que foram umas três saladas até eu ficar atenta para ninguém jogar minha marmitinha fora e eu poder desenhar. Almocei e logo desenhei.

Agora esse meu projeto tem lugar especial e bem guardado. Ninguém joga nada fora. E eu, vou assim, guardando coisinhas em uma caixa, na espera de ser desenhada e unir o maior número possível de superfície com a mesma pattern desenhada.

Você pode acompanhar esse projeto aqui: paperisnotthelimit.tumblr.com

 

 

Nothing escapes

Humildade não se compara

A velhice do meu dicionário e suas páginas amarelas, indicam sempre a resposta certas para os meus devaneios. Ele me dá algumas definições e então me permito ir mais longe.

Lembro de meus 12 anos de idade, quando meu tio estava tentando fazer com que eu me apaixonasse pela leitura. Num dos trabalhos da escola, eu perguntei a ele o significado de uma palavra. Ele foi bem rápido ao me responder que estava na hora de aprender a ler  o dicionário.

Não lembro ao certo, mas acho que alí cresceu meu amor pelas palavras. Depois ainda, ví uma reportagem em que um garoto havia aprendido inglês apenas estudando o dicionário. Eu achei o máximo. Comecei a fazer o mesmo, mas o dicionário em português.

Na casa onde moro em São Paulo tem uma senhora que faz a faxina de 15 em 15 dias. Ela vem dos tempos do dicionário impresso. Eu, o dicionário digital. Nem sempre  tive acesso a ele, mas quando tive, de certa forma, me afoguei. Esses dias essa senhora pediu pra eu olhar o facebook de seu filho e mostrar a ele o que ele fazia na web. Ela pegou o celular, ligou para ele e me colocou para conversar. Esse é o tipo de abordagem que me deixa desconfortável. Conversar com um estranho, pedir seu email e bisbilhotar sua vida.

Quando entrei no perfil do filho, a senhora viu coisas que não gostou. Ficou preocupada e disse: – Tenho que orar pelo meu filho. Me dei conta então, que era apenas uma mãe preocupada com o filho.  E triste por não saber ter os mesmos acessos para entender as coisas que acontecem em sua vida.

Fabrico produtos voltados para a leitura e os faço na sala de minha casa. Não sabia mas a mãe do filho observou os produtos, avistou o mais bonito e perguntou o preço. Respondi. Desconversou e perguntou se tinha um mais barato. Mostrei um mais simples, ela gostou, tirou o pagamento do dia e me pagou o marca página.

Eu agradeci com um sorriso amarelo, iguais as páginas do meu dicionário. A senhora que limpa a minha casa, tirou dinheiro do pagamento que recebeu de mim, para comprar um produto meu. A humildade dessa mãe, foi um dos motivos do meu sucesso profissional.

Mais do que isso. Procurei o significado de humildade e da resposta nasceu essa crônica: Ausência de orgulho.

Jéssica Tavares - assinatura