Brincadeira de criança

Toda vez que vía alguma criança na TV fazendo pintura com a mão, eu pensava: “Não há nada mais inocente e libertador do que ser uma criança e pintar com as mãos.”. Uma parte de mim, e acho que de muitas pessoas, é voltar a ser criança. A um outra parte realmente importante é: “Quero fazer arte para o resto da minha vida!”.

Eu fiz uma lista de coisas que eu gostaria de pintar para o meu projeto Paper is NOT the limit. Acontece que eu estava em casa um dia, e por um inconveniente, a porta de um de meus armários, estava sentada ao chão, esperando ser colocada no lugar.

Uni algumas coisas e fiz o teste de pintar com a ponta dos dedos. Me apaixonei! O desenho delicado que a digital vai conectando, deixa um toque especial na pintura. Fora que eu consegui vários efeitos, apenas mudando a quantidade de tinta que colocava nos dedos.

Sério, é libertador pintar com as mãos. Tente também!

resultado:

Jessica Tavares - Paper is NOT the limit - projeto experimental -arte

Jessica Tavares - Paper is NOT the limit - projeto experimental -arte

20140305-IMG_6210

20140305-IMG_62Jessica Tavares - Paper is NOT the limit - projeto experimental -arte13

 

Essa peça faz parte do projeto experimental Paper is NOT the limit. Onde estou usando a mesma textura e aplicando a superfíceis diferentes, procurando usar material alternativo. Conheça mais sobre meu projeto experimental: Paper is NOT the limit.

Tom em cinza

Tudo bem, o Sol é uma deliciosa fonte de vida. Mas a ausência dele é meu tema predileto. Dia cinza é minha inspiração. Minha calmaria. Meu muito eu, observador.

Madness! É o que ouço quando digo que dias cinzas não são apenas para dormir. É meu transbordar em arte. Meu completar em sentimento. Meu questionar em poesia. Minha crônica predileta.

Retalho da Vida - Jessica Tavares - blog - Arte

Retalho da Vida - Jessica Tavares - blog - Arte

20131219-IMG_4493

20131219-IMG_4494

20131219-IMG_4495

Devaneios de quarta feira

                  jessica tavares - retalho da vida - artes plásticas - crônica Jessica Tavares - Retalho da Vida

Eu tinha um ponto de interrogação constante em minha cabeça. De tempos em tempos ele aparecia como uma fumaça preta, emanava meus pensamentos e eu o mandava embora sem uma resposta. Não há de se estranhar que toda vez que voltava, era ainda mais forte, mais denso. Por que eu ainda não consegui divulgar mais meu trabalho?

Okay! Está na hora de analisar isso aí. Comecei a observar alguns artistas que tem uma visibilidade interessante na web. Seja no instagram, blog, facebook e por aí vai. A verdade mesmo é que uma coisa puxa a outra. Então fiz uma análise completa, a fim de entender melhor.

Um amigo que voltou a desenhar há um tempo, começou a divulgar seus desenhos no instagram e facebook, e logo tinha um belo engajamento em seu trabalho. – Mas o que estou fazendo de errado? Meu cérebro abriu uma nuvem de conversação, igual a dos quadrinhos e depois de algumas reticências entendi que estava me fazendo as perguntas erradas.

- Cara! As pessoas bem engajadas, vivem para fazer o que amam! Mas… como fazer isso? Vou ter que abandonar meu trabalho? Onde arrumo tempo? Mas… mas… mas.. Ahhhhhhhh!

Não se torture com as perguntas erradas! Experiência própria. Se você deixa as fumaças pretas tomarem conta do seu pensamento, primeiro respire fundo e entenda que elas não são o problema. Estão ali para te apresentar a solução. Aí você vai tirar o tempo que precisar para reorganizar as ideias, colocar tudo no papel e encontrar suas perguntas.

Eu explico porque eu me refiro à perguntas e não respostas. As minhas aspirações na vida, são totalmente diferentes das suas. Podemos estar na mesma área, convivendo num mesmo espaço, aparentemente com mesmo objetivo. Mas só eu e você sabemos onde queremos chegar com este caminho. E isso nos colocará em posições bem diferentes. Encontrar as suas perguntas, é alinhar seu caminho rumo ao objetivo.

Hoje eu fiquei mais de duas horas esperando o ônibus pra voltar pra casa. Depois de entrar, sentar, me acomodar, o ônibus estragou na estrada. Eu estava lendo, bem cansada, para ver o que acontecia, fechei o livro e olhei pela janela. A caneta à minha mão, percorreu meu braço e então comecei a desenhar. Quando estava finalizando, ví o ônibus sair e me ajeitei na cadeira. Já em casa, a cabeça ainda borbulhando e o corpo em busca de cumprir o resto das obrigações do dia. Olhei para minha mão, peguei umas canetas coloridas e criei o conceito e essa imagem da postagem.

Tanto tempo procurando, e ela estava ali. A minha pergunta. E eu só te digo a resposta. Lutar para trabalhar no que se ama, não é se revirar para tentar achar. É se encontrar cada dia, num pequeno passo, com a cabeça leve e o coração em paz.

Guarde suas perguntas, divulgue suas respostas!

Na essência da batida ou no swing da nota musical?

A batida é contagiante, quando o DJ coloca o volume no máximo, a galera vai ao delírio e o corpo move conforme a música, sentindo cada som como se fosse a batida do coração. Já nos grandes teatros, quando o regente dá as coordenadas para os músicos, a platéia fecha os olhos, sorri e entra nas notas que delicamente e sincronizadamente são tocadas. Ainda que denominadas música, a música erudita e a eletrônica seguem por diferentes linhas. Mas afinal, música eletrônica é ou não é música?

Não há como datar a criação, o surgimento da música. Pegue uma latina e bata uma na outra e você já estará fazendo um som que se sincronizado, e aos ouvidos mais simples e da boca mais ingênua dirá: “Isso é música!”. Segundo o regente da orquestra sinfônica, Jorci, “Una sons diferenciados, combine com o silêncio, distribua por um determinado espaço de tempo e adicione o sentimento, isso sim é música.”

A música no seu relato mais romântico, vem das escrituras sagradas, quando Deus dá aos seus anjos o dom da música. O instrumento mais tocado era a harpa que contém entre 46 e 47 cordas e reproduz um som comparada ao canto dos anjos. Mas foi entre 1750 e 1810 que a influência de grandes compositores como Mozart, Haydn, Beethoven e entre outros que a música erudita tornou-se popular.

Já a música eletrônica traz o conceito do Disco na década de 70 e se popularizou na década de 80 depois de sair dos clubes underground de Chicago. “É fácil de fazer e não é tão simples como parece, é necessário estudo e conhecimento de mundo”, declara o deejay Ian Lemos, mais conhecido como Ianix, por apresentar em seus sets o som parecido com um caminhão soltando fumaça.

Não há um ponto linear que conecte os dois estilos musicais. O erudito é horizontal como uma montanha olhada de longe, seus desenhos tão suaves apresentam elevações que dão frio na barriga só de imaginar em chegar nos pontos altos, e são nesses pontos em que os instrumentos musicais unem e se tornam um. “A elevação do sentimento ao ápice da música”, diz Jorci. Já o estilo dance, trance e todas as suas derivações partem de um princípio mais vertical e tende a alcançar ápices com mais frequência, levando o pulsar do coração, o acelerar a cada batida. “É como pular de bungee jump, quanto mais alto, mais você quer que continue”, expressa Ianix franzindo o rosto como se estivesse sentindo a adrenalina de saltar.

Quando você tem 18 anos e percebe que quer aprender a tocar um instrumento, você vai logo no violão, que é um instrumento universal e ainda dá pra curtir um sozinho com a galera. Se você tem voz bonita, muito bem, se não, o empenho em aprender a tocar vai ser ainda maior. Mas aí o professor chega na sala de aula e explica:

– Música é como o corpo humano. Cada parte do instrumento é uma parte do corpo e elas precisam estar muito sincronizadas para o funcionamento perfeito. Se alguma parte é deficiente, tudo ficará em desarmonia.

Pensar em música assim é olhar para o mundo com outros olhos, enquanto uns se preocupam com a essência, a profundidade, ou seja, a letra, outros se preocupam com o exterior e o impacto, diga-se, arranjo musical. Um não pode andar sem o outro. Como analisa Jorci, a música nacional é feita de letra, de essência e sentimento, mostra como é o povo brasileiro, um povo caloroso. Já a música internacional se prende ao impacto e aos belos arranjos sonoros que dizem o que todos eles querem dizer: “Eu sou foda!”. Ainda assim é preciso rever conceitos e colocar na prática o verdadeiro eu do artista, “Não são as migalhas nem as pegadas que marcam os caminhos, mas a forma como o artista leva até o outro”, critica Jorci.

Estar num show de música eletrônica rodeado de 5 mil pessoas, todos gritando freneticamente:

– David Getta! David Guetta!

E quando o público se une em uma só voz, o palco se ilumina em diferentes cores e formatos, causando a surpresa e levando todos ao delírio. O show dura quase 3 horas de muita música e badalação. Se olhar para os lados, não verá nada mais que partes do corpo humano se movendo no ritmo da música e se expressando através do som que estão ouvindo.

Mais do que som, instrumentos musicais, combinações, voz, música é ser humano, é expressar algo e levar o ouvinte a sentir o mesmo.

Jéssica Tavares

Reunite

Estava lá quando ela saiu. Ela olhou, parou os passos, respirou fundo e seguiu no seu objetivo. Quando voltou apressada para experimentar o que havia trazido. Ela encontrou novamente. Estava no mesmo local. Antes de abrir o portão, ela abaixou lentamente e pegou em suas mãos. Ao entrar dentro de casa se deu conta. Estava lá, esperando por ela, para ela.

 

Jessica tavares - poesia - create - creating - poetry- crônica

Jessica tavares - poesia - create - creating - poetry- crônica

Jessica tavares - poesia - create - creating - poetry- crônica

IMG_8666 copy

IMG_8667 copy

Uma mensagem à Seleção Brasileira

Screen shot 2014-07-02 at 10.22.41 PM

O olho estava colado na tela. O ouvido, por mais atento que queria estar, transmitia o silêncio em meio há tanto barulho. O coração não estava mais alí. Na sala, se via os corpos em pé, estáticos. Ao mesmo tempo que transmitiam tanta emoção, eles não estavam alí. Não conseguia entender o que o capitão murmurava em forma de prece, os corpos diante da tela, diziam amém. Concordavam com o pedido do capitão desolado.

É preciso muito humildade e coragem, ser o capitão e pedir ajuda. Só as pessoas mais fortes sabem recuar e reconhecer que precisam do outro. Aquela imagem de Thiago sentado à bola orando, eu saí de mim e voltei num tempo onde a felicidade era achar moedas perdidas pela casa, para comprar uma paçoca para dividir para pai, irmã e eu. Foi nesse tempo que a Fifa anunciou que Brasil seria país sede, e num palpite esperançoso meu pai disse: “Se a gente juntar R$2,00 por dia a partir do ano que vem, a gente consegue ir junto com a família, assistir a um jogo”.
Voltei para o jogo e gritei dentro da minha cabeça para o capitão da seleção brasileira ouvir. “Esse não é o seu sonho, é o nosso sonho!” Ver os caras que são considerados melhores do mundo no que fazem, se entregar à emoção. Parar. Orar. Foi a maior lição de superação que eu ví acontecer em segundos. A fé foi maior que o medo, e eles entenderam a precisão de um do outro. E eu só gostaria de dizer aos jogadores, nós precisamos de vocês!

Precisamos que vocês saibam que não estamos fora do campo apenas gritando e vendo a bola rolar. Nós somos cada passo que vocês dão em direção à bola, somos o companheiro ao lado esperando por um passe. Somos o chute a gol. As mãos do goleiro. Não estamos contra, nem a favor. Muito menos observando do lado de fora. O talento é seu, isso a gente não vai negar. O mérito disso tudo também. Mas nós estamos juntos. Somos UM! O seu sonho de chegar até aí e ir adiante, é nosso sonho também.

Quando o meu pai, fez o pacto dos 2 reais por dia para conseguir assistir a um jogo, ele estava tentando unir a família num momento desesperado, a fim de nos fazer dar as mãos. Nos tornar a mesma pessoa, em busca de um mesmo propósito. Espero alguém ter feito a pesquisa, mas segundos antes dos pênaltis; São Paulo, Brasil, o mundo, nunca esteve tão em silêncio. Não estávamos à expectativa de alguém errar ou acertar. Estávamos nos concentrando e preparando para chutar e defender junto.

História não se faz em cima de história. Robôs divulgam nas belas capas, de imagens bem fotografadas, um porquê e um quê de quem foi programado para deixar de sentir e escrever sem coração. Brasil é sentir à flor da pele. É gritar. Chorar. Colocar a emoção para fora, para poder se sentir mais forte. Ser mais forte. Ser! Fazer! Quem diz que chorar diante do mundo é fraqueza, não sabe o que é torcer e lutar com a alma de quem vive para amar o que faz.

Gigante pela própria natureza
O teu futuro espelha a tua grandeza
Oh Seleção amada!

Jéssica Tavares - assinatura

Sobre bandeiras e pessoas

poemaa bandeiras

Pátria amada, Brasil.
Que chora e que sente.
Entenda.
Nações são feitas por pessoas.
Bandeiras e Hinos representam histórias.
Estar em casa é cantar Ouviram do Ipiranga.
Ser A Ordem e O Progresso para ouvir os que aqui estão de passagem.
Gigante pela própria natureza.
Espelha o agora a Tua grandeza!

Jéssica Tavares - assinatura