Frozen: Uma aventura no tempo

A animação mais famosa da Disney do últimos tempos, ‘Frozen: Uma Aventura Congelante’, está ganhando cada vez mais espaço em várias mídias. Já ganhou prêmios. Vai ganhar uma continuação literária, com dois títulos de livros já anunciados. Uma série já  reproduziu a história; E aos poucos a Disney está divulgando os novos produtos que estão faturando com a produção.

Tudo o que somos quando crescemos, é um reflexo do que aconteceu quando ainda crianças, jovens. Desde o momento que estamos na barriga da mãe, estamos sendo formados. Ao nascer, não assimilamos as coisas que nos são faladas. Mas somos observadores por natureza. Uma criança presta atenção no que um adulto faz, e as imagens ficam gravadas na cabeça, para um dia, reproduzi-las.

Concluímos facilmente que o começo de uma história é mais do que essencial para que ela chegue a algum lugar. Um empreendedor precisa investir e planejar, antes de começar a vender. O arquiteto precisa estudar o local, para então criar uma planta. E por aí vai. O meio é a consequência de um começo.

A história das irmãs Elsa e Ana, ganhou um olhar romântico sobre o companheirismo fraterno. O motivo pelo qual toda a trama se desenvolve, ou seja, o começo do filme ainda não foi tão comentado. Aliás, o assunto passou batido. Os pais desesperados para garantir a segurança de uma criança, sacrificam a outra a se trancar num mundo, onde ela não vai aprender a lidar com os problemas, e vive uma vida de medo, lutando com suas dificuldades, como se fosses defeitos crônicos. O filme Frozen só acontece, pois os pais, negligenciam o poder de educar que têm em mãos.

Educar uma criança está longe de ser uma tarefa fácil, mas o estar presente, o acompanhar e vivenciar, é um caminho para evitar uma trama mais dramática nos passos seguintes. Descobrir o mundo por si só é algo que todos nós vamos enfrentar. Mas ter um lugar onde sempre apoiar, é ainda, a melhor maneira de seguir em frente.

Um Festival de Sanfona e Viola

Uma cidade pacata porém graciosa no interior do Espírito Santo, se prepara um ano inteiro para festivais de cultura local. Tão singela e agradável a cidadezinha de São Pedro de Itabapoana, se penteia para cultuar a cultura e receber estrangeiros. Quando digo estrangeiro, caro leitor, me refiro a pessoas que alí não vivem. Não necessariamente moradores de outro país.

Chegamos e a festa havia começado. Uma coisa apenas poderia ser vista, se olhada com atenção é claro. Um caminho de cerveja, chopp, e outras bebidas baratas, subindo o morro da bela cidadela. Quem foi que colocou esses quadros aqui? Era tanta muvuca, tanto fuzuê.  Tão fácil se perder e se deixar fazer parte de qualquer amontoado. Bastava um copo à mão de coragem.

Se pra quem está na chuva é pra se molhar. Pois bem. A luz acabou onde o amontoado era maior. Gritos. Daqueles quando derrubamos uma cadeira no pátio da escola e todo mundo vaia. Mas durou pouco. 3 eletricistas tentaram resolver o problema enquanto os muntueras trocavam copos e luzes de led paratudoquantoécanto.

Foi assim o final dessa história: os bombeiros saíram aplaudidos quando devolveram a música. Porque a luz em si não fazia diferença. A não ser que você estava de salto, numa festa na roça, debaixo de chuva, mas isso já é uma questão de mal planejamento. A música do Rocky Balboa parecia tocar enquanto os heróis saíam de cena, carregando fios e escada. Sério! Cena de filme.

Depois disso, assistir Almir Sater debaixo da maior chuva pisando na lama, com uma pashimina (cachecol de tecido) na cabeça. Bem, o músico não poderia ter sido melhor. As companhias mais estranhas.E o momento mais desconexo. Foi assim, uma noite para não esquecer. Para não reviver. E o som da viola de Almir, virou trilha sonora.

Brincadeira de criança

Toda vez que vía alguma criança na TV fazendo pintura com a mão, eu pensava: “Não há nada mais inocente e libertador do que ser uma criança e pintar com as mãos.”. Uma parte de mim, e acho que de muitas pessoas, é voltar a ser criança. A um outra parte realmente importante é: “Quero fazer arte para o resto da minha vida!”.

Eu fiz uma lista de coisas que eu gostaria de pintar para o meu projeto Paper is NOT the limit. Acontece que eu estava em casa um dia, e por um inconveniente, a porta de um de meus armários, estava sentada ao chão, esperando ser colocada no lugar.

Uni algumas coisas e fiz o teste de pintar com a ponta dos dedos. Me apaixonei! O desenho delicado que a digital vai conectando, deixa um toque especial na pintura. Fora que eu consegui vários efeitos, apenas mudando a quantidade de tinta que colocava nos dedos.

Sério, é libertador pintar com as mãos. Tente também!

resultado:

Jessica Tavares - Paper is NOT the limit - projeto experimental -arte

Jessica Tavares - Paper is NOT the limit - projeto experimental -arte

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Essa peça faz parte do projeto experimental Paper is NOT the limit. Onde estou usando a mesma textura e aplicando a superfíceis diferentes, procurando usar material alternativo. Conheça mais sobre meu projeto experimental: Paper is NOT the limit.

Tom em cinza

Tudo bem, o Sol é uma deliciosa fonte de vida. Mas a ausência dele é meu tema predileto. Dia cinza é minha inspiração. Minha calmaria. Meu muito eu, observador.

Madness! É o que ouço quando digo que dias cinzas não são apenas para dormir. É meu transbordar em arte. Meu completar em sentimento. Meu questionar em poesia. Minha crônica predileta.

Retalho da Vida - Jessica Tavares - blog - Arte

Retalho da Vida - Jessica Tavares - blog - Arte

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Devaneios de quarta feira

                  jessica tavares - retalho da vida - artes plásticas - crônica Jessica Tavares - Retalho da Vida

Eu tinha um ponto de interrogação constante em minha cabeça. De tempos em tempos ele aparecia como uma fumaça preta, emanava meus pensamentos e eu o mandava embora sem uma resposta. Não há de se estranhar que toda vez que voltava, era ainda mais forte, mais denso. Por que eu ainda não consegui divulgar mais meu trabalho?

Okay! Está na hora de analisar isso aí. Comecei a observar alguns artistas que tem uma visibilidade interessante na web. Seja no instagram, blog, facebook e por aí vai. A verdade mesmo é que uma coisa puxa a outra. Então fiz uma análise completa, a fim de entender melhor.

Um amigo que voltou a desenhar há um tempo, começou a divulgar seus desenhos no instagram e facebook, e logo tinha um belo engajamento em seu trabalho. – Mas o que estou fazendo de errado? Meu cérebro abriu uma nuvem de conversação, igual a dos quadrinhos e depois de algumas reticências entendi que estava me fazendo as perguntas erradas.

- Cara! As pessoas bem engajadas, vivem para fazer o que amam! Mas… como fazer isso? Vou ter que abandonar meu trabalho? Onde arrumo tempo? Mas… mas… mas.. Ahhhhhhhh!

Não se torture com as perguntas erradas! Experiência própria. Se você deixa as fumaças pretas tomarem conta do seu pensamento, primeiro respire fundo e entenda que elas não são o problema. Estão ali para te apresentar a solução. Aí você vai tirar o tempo que precisar para reorganizar as ideias, colocar tudo no papel e encontrar suas perguntas.

Eu explico porque eu me refiro à perguntas e não respostas. As minhas aspirações na vida, são totalmente diferentes das suas. Podemos estar na mesma área, convivendo num mesmo espaço, aparentemente com mesmo objetivo. Mas só eu e você sabemos onde queremos chegar com este caminho. E isso nos colocará em posições bem diferentes. Encontrar as suas perguntas, é alinhar seu caminho rumo ao objetivo.

Hoje eu fiquei mais de duas horas esperando o ônibus pra voltar pra casa. Depois de entrar, sentar, me acomodar, o ônibus estragou na estrada. Eu estava lendo, bem cansada, para ver o que acontecia, fechei o livro e olhei pela janela. A caneta à minha mão, percorreu meu braço e então comecei a desenhar. Quando estava finalizando, ví o ônibus sair e me ajeitei na cadeira. Já em casa, a cabeça ainda borbulhando e o corpo em busca de cumprir o resto das obrigações do dia. Olhei para minha mão, peguei umas canetas coloridas e criei o conceito e essa imagem da postagem.

Tanto tempo procurando, e ela estava ali. A minha pergunta. E eu só te digo a resposta. Lutar para trabalhar no que se ama, não é se revirar para tentar achar. É se encontrar cada dia, num pequeno passo, com a cabeça leve e o coração em paz.

Guarde suas perguntas, divulgue suas respostas!

Na essência da batida ou no swing da nota musical?

A batida é contagiante, quando o DJ coloca o volume no máximo, a galera vai ao delírio e o corpo move conforme a música, sentindo cada som como se fosse a batida do coração. Já nos grandes teatros, quando o regente dá as coordenadas para os músicos, a platéia fecha os olhos, sorri e entra nas notas que delicamente e sincronizadamente são tocadas. Ainda que denominadas música, a música erudita e a eletrônica seguem por diferentes linhas. Mas afinal, música eletrônica é ou não é música?

Não há como datar a criação, o surgimento da música. Pegue uma latina e bata uma na outra e você já estará fazendo um som que se sincronizado, e aos ouvidos mais simples e da boca mais ingênua dirá: “Isso é música!”. Segundo o regente da orquestra sinfônica, Jorci, “Una sons diferenciados, combine com o silêncio, distribua por um determinado espaço de tempo e adicione o sentimento, isso sim é música.”

A música no seu relato mais romântico, vem das escrituras sagradas, quando Deus dá aos seus anjos o dom da música. O instrumento mais tocado era a harpa que contém entre 46 e 47 cordas e reproduz um som comparada ao canto dos anjos. Mas foi entre 1750 e 1810 que a influência de grandes compositores como Mozart, Haydn, Beethoven e entre outros que a música erudita tornou-se popular.

Já a música eletrônica traz o conceito do Disco na década de 70 e se popularizou na década de 80 depois de sair dos clubes underground de Chicago. “É fácil de fazer e não é tão simples como parece, é necessário estudo e conhecimento de mundo”, declara o deejay Ian Lemos, mais conhecido como Ianix, por apresentar em seus sets o som parecido com um caminhão soltando fumaça.

Não há um ponto linear que conecte os dois estilos musicais. O erudito é horizontal como uma montanha olhada de longe, seus desenhos tão suaves apresentam elevações que dão frio na barriga só de imaginar em chegar nos pontos altos, e são nesses pontos em que os instrumentos musicais unem e se tornam um. “A elevação do sentimento ao ápice da música”, diz Jorci. Já o estilo dance, trance e todas as suas derivações partem de um princípio mais vertical e tende a alcançar ápices com mais frequência, levando o pulsar do coração, o acelerar a cada batida. “É como pular de bungee jump, quanto mais alto, mais você quer que continue”, expressa Ianix franzindo o rosto como se estivesse sentindo a adrenalina de saltar.

Quando você tem 18 anos e percebe que quer aprender a tocar um instrumento, você vai logo no violão, que é um instrumento universal e ainda dá pra curtir um sozinho com a galera. Se você tem voz bonita, muito bem, se não, o empenho em aprender a tocar vai ser ainda maior. Mas aí o professor chega na sala de aula e explica:

– Música é como o corpo humano. Cada parte do instrumento é uma parte do corpo e elas precisam estar muito sincronizadas para o funcionamento perfeito. Se alguma parte é deficiente, tudo ficará em desarmonia.

Pensar em música assim é olhar para o mundo com outros olhos, enquanto uns se preocupam com a essência, a profundidade, ou seja, a letra, outros se preocupam com o exterior e o impacto, diga-se, arranjo musical. Um não pode andar sem o outro. Como analisa Jorci, a música nacional é feita de letra, de essência e sentimento, mostra como é o povo brasileiro, um povo caloroso. Já a música internacional se prende ao impacto e aos belos arranjos sonoros que dizem o que todos eles querem dizer: “Eu sou foda!”. Ainda assim é preciso rever conceitos e colocar na prática o verdadeiro eu do artista, “Não são as migalhas nem as pegadas que marcam os caminhos, mas a forma como o artista leva até o outro”, critica Jorci.

Estar num show de música eletrônica rodeado de 5 mil pessoas, todos gritando freneticamente:

– David Getta! David Guetta!

E quando o público se une em uma só voz, o palco se ilumina em diferentes cores e formatos, causando a surpresa e levando todos ao delírio. O show dura quase 3 horas de muita música e badalação. Se olhar para os lados, não verá nada mais que partes do corpo humano se movendo no ritmo da música e se expressando através do som que estão ouvindo.

Mais do que som, instrumentos musicais, combinações, voz, música é ser humano, é expressar algo e levar o ouvinte a sentir o mesmo.

Jéssica Tavares