Desenhar na lupa

Esses dias eu estava inspirada desenhando por todo o lado e pendurando desenhos pela parede do quarto. Queria tentar fazer um desenho minúsculo com a ajuda da lupa, mas confesso que foi mais difícil do que eu pensava.

Depois de algumas frustradas tentativas, eu peguei a caneta mais fina que eu tenho, 005 e desenhei na lupa, olhando de longe. Não é nada de especial na verdade, só é muito difícil de ver o desenho sem afastar adequadamente a lupa dos olhos.

O resultado foi interessante, fiquei andando pela casa com a lupa, tentando ver qual seria o resultado em contraste com várias texturas.

Bom… aí está! O que achou? Alguma ideia de superfície para eu poder aplicar o meu projeto Paper is NOT the Limit?

 

O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos, na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

Confira mais obras do projeto: Paper is NOT the limit

 

Jessica Tavares
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Desconecte-se para conectar

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Um ponto não é um ponto.
1 + 1 não é 2.
Pensar no modo literal é trancar a mente.
Desligue os rótulos.
Escreva seu próprio dicionário.

 

O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos, na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

Confira mais obras do projeto: Paper is NOT the limit

 

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Quanto tempo você dedica para seu celular?

Ao acordar minhas mãos parecem ter a necessidade de te encontrar. Antes de mesmo de abrir os olhos, meus dedos percorrem o chão para tentar te achar. Às vezes demoro para abrir os olhos e tem dia que até volto a dormir, e quando enfim as pupilas veem a claridade do dia, você está perdido debaixo do meu corpo, pelo colchão.

Depois de checar as horas, o clima do dia. As mensagens da madrugada, as notificações, entrar em alguns sites, até atender alguém, é que o meus pés então encontram o chão. Depois de espreguiçar e colocar água para esquentar, os dentes limpos e você já está na mão, mandando bom dia nos grupos da família e amigos. Posto às vezes uma mensagem motivacional, porquê hoje eu acordei de bom humor, e quero que as pessoas se sintam bem como eu estou me sentindo.

Ao sentar à mesa do café tem até pessoas a volta, mas eles tem a mesa síndrome que eu. Os olhos e a ponta dos dedos não conseguem sair do dispositivo. É estranho porque é a falsa sensação de estar com o mundo inteiro às mãos, enquanto a vida acontece ao redor.

Eu poderia detalhar 24 horas do meu dia, e diria que não consigo ficar longe de você. Fui procurar no dicionário qual era o significado disso e ele me disse – Disposição natural para algo; propensão irresistível – ou seja, é   v í c i o.

Fiquei sem meu dispositivo durante 4 dias. Ele deu um problema e aparentemente eu não poderia viver sem. Mas aí eu descobri uma vida maravilhosa sem ele. Não precisei alimentar minha carência e saudade, dando bom dia sem querer dar bom dia nos grupos. O tempo que eu passaria editando foto e escolhendo uma legenda, eu consegui adiantar a leitura de um livro. As ligações que eu não tive como fazer, aproveitei para tirar os cartões postais da gaveta e coloquei minha coleção em ordem. Eu até achei tempo para cozinhar algo que estava com vontade de comer, e o fiz sem queimar pois não tinha mensagens para responder.

Ficar sem meu dispositivo me deu qualidade de vida. Dormi melhor, acordei melhor, não fiquei enrolando na cama, aproveitei meu dia, cumpri minhas obrigações. Não me atrasei para as tarefas e também não senti aquele cansaço dolorido ao final do dia.

No quarto dia precisei ir arrumar o meu companheiro por uma questão de trabalho. Eu não queria, minha vida estava menos tóxica, mas o dever me chamou. Foi então que eu percebi a necessidade de encontrar um ponto de equilíbrio entre as duas coisas: sem não posso ficar, com, não posso deixar tomar conta da minha vida.

Faz uma semana que você voltou pra minha vida, e seu espaço não é mais entre os meus dedos, e sim em um lugar bem arejado, para que sua bateria não estrague. Para que eu não force a minha coluna ao ficar com o pescoço abaixado. Para eu não desenvolver uma doença no meu punho. Para eu conversar com as pessoas à minha volta e lhes dar a devida atenção. Para eu não me atrasar para meus compromissos. Para eu cumprir todas as tarefas que eu me propor  a fazer no dia. Para você não ter notificação para tudo, mas silenciar o máximo possível,  pois meus olhos também precisam descansar de te olhar.

Só consegue lutar contra algo ou por algo, quem sabe os verdadeiros motivos. Eu tenho vício em celular, deixo ele tomar conta de mim, mas não quero mais isso para minha vida. Vou colocá-lo em seu devido lugar, e encontrar um equilíbrio para que ele não  engula as minhas horas. Essa é uma ferramenta de comunicação, e eu não preciso me comunicar 100% do meu tempo. Esse imediatismo da nossa era é o vilão de nossos dias.

Eu escolho viver em paz. Estar disponível quando der, não viver constantemente disponível.

Ser um pessoa 100% disponível, também é maneira de perder a saúde. Direcione melhor as suas energias.

Jessica Tavares
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360 dias criativos

Eu fiz teatro na infância, desenvolvi meu amor pelos palcos muito cedo. Aí cresci e resolvi fazer jornalismo, e de lá pra cá todo mundo acha que eu devo ir para a TV. Até participei de umas propagandas, fiz parte de uma cia profissional de teatro, mas as aulas de TV eram boring demais para a minha cabeça.

O tempo passou e eu comecei a desenhar, as pessoas então começaram a pedir vídeos dos meus desenhos. Vem ano, vai ano e sempre ouço alguém me relacionando com vídeo. Até eu cogitar a possibilidade, demorei um pouco. Aí eu fiquei flertando com vídeos no youtube mas me faltava coragem na verdade.

No começo desse ano eu defini algumas metas, e montei o roteiro para um projeto de um curso online de criatividade, gravei uns vídeos o os coloquei na gaveta. Eu estava com um sério problema de: “Socorro! Isso pode dar muito certo ou muito errado.”. Eu não cogitei outras possibilidades.

A verdade é que eu tive que passar por um processo de transformação interna até ter coragem de fazer algumas coisas, inclusive os vídeos. Aí na semana passada eu tive um acesso e disse pra mim mesma que colocaria o canal no ar, depois de tanta procastinação, saiu do papel o 360 dias criativos. Passou uma semana de edição, dúvida, ansiedade, animação e felicidade e eu coloquei o canal no ar.

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O desenho é autoral e fiz com a técnica aquarela.

Bom, aqui está o processo de criação do logo, que repercute coisas que amo e projetos futuros.  Se você está em busca da sua criatividade ou encontrar gatilhos para encontrar a própria criatividade, o 360 dias criativos, chegou para ajudar você! Acomode-se na sua cadeira, faça login no seu YouTube e seja bem vindo ao 360 dias criativos! http://migre.me/uYPfL

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Aguardo vocês para acompanhar o canal, se inscrever e participar! Super abraço!

Jessica Tavares
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Desenhando com esmalte

Um dia no meio da estante tinha muitos esmaltes vencidos e a o objetivo de ir direto para o lixo. Aí vem aquele pensamento da Jessica: “O que será que posso transformar isso antes de chegar a conclusão de que merece ir para o lixo?”

Os esmaltes ficaram guardados até eu conseguir colocar a casa em ordem. Depois, num momento de respirar o ar de casa limpa e um dia inteiro pela frente, lembrei que tinha praticamente uma coleção de palitos dentro de casa. De imediato fiz o teste de usar o palito com pincel e reaproveitar os esmaltes.

A textura é diferente, nada homogênea, e o resultado é uma pintura em alto relevo. Bem simples e fácil de fazer, e gostei mais de trabalhar com esmalte vencido do que ele bem líquido. rs

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O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos, na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

Confira mais obras do projeto: Paper is NOT the limit

 

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Hoje eu resolvi pendurar os desenhos pela casa

Há uns dois anos atrás eu vi a foto de um artista em frente à um varal de desenhos. Também vi alguns amigos postando algo do tipo. Então guardei essa referência para quando eu tivesse mais espaço.

Depois de taanto tempo sonhando com isso, e com muitos desenhos de moleskines guardados, o Artur da Art Serviços, um irmão que a vida me deu, me ajudou a preparar a parede para então instalar o varal.

Num dia delicioso de sol, eu tirei os desenhos da caixa e os pendurei na parede do meu quarto, que é onde fica meu atelier e escritório também. rs Tudo em um!

Essa é uma ótima ideia de decoração ou exposição. A instalação é bem simples, e você pode usar a sua imaginação para arrumar os desenhos. Que tal?!

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Confira mais desenhos: tavaresjessica.tumblr.com

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O céu é um poema

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Queria escrever um poema sobre o céu.

Mas céu, é poema por si só.

Nem precisa de ponto e vírgula.

Tem cor, tem forma, tem vida.

Não tem hora, não tem data.

Está lá e pronto.

Então daqui vou admirar o alto.

Agradecer o céu por estar presente, futuro e passado.

Deixar a janela aberta que é pra não perder o poema se refazendo a todo momento.

 

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Confira o meu trabalho na fotografia: where-thelight.tumblr.com

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Desenho na folha

No Paper is NOT the limit dessa vez eu desenhei em uma folha seca. Ganhei de uma amiga enquanto caminhávamos na rua. Não consegui simplesmente guardar a folho dentro de um livro, queria torná-la algo mais e colocá-la em uma parede para ter um pouco de natureza dentro do meu quarto.

Também lembrei do meu primeiro trabalho de fotografia na escola, onde o objetivo era fotografar uma coisa criada por Deus junto com algo criado pelo homem. Minha felicidade em poder fazer uma pequena intervenção em uma obra de Deus, quando a folha já tinha completado o seu ciclo de vida. E para agradecer também à beleza da natureza e o maravilhoso ciclo da vida.

Não ser imortal nos dá a esperança de buscar ser melhor a cada dia. Buscar melhores resultados e também, deixar uma marca neste mundo!

 

 

O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos, na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

Confira mais obras do projeto: Paper is NOT the limit

 

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Capítulo final

Percebeu então que deveria fazer um caminho de volta, tinha que passar pelas mesmas ruas, mesmas esquinas para ver o que deixou despercebido. Enquanto caminhava para conhecer o outro lado da história, descobriu que talvez teria que refazer os passos muitas vezes, até abrir realmente os olhos para o que estava na sua frente.

Descobriu também que muitas coisas precisariam ficar para trás, para o bem da sua vida adiante. Outras deveriam ser esquecidas e algumas até ignoradas.

Andar pelas mesmas estradas pode ser muito difícil, mas olhar as coisas como elas são, não como gostaríamos que fosse, é um trabalho árduo, pois as vezes escondemos a verdade na cabeça e levamos uma ficção adiante.

A ficção foi criada para que consigamos enxergar a verdade. A fantasia é uma busca pelo real, não o contrário. Por isso, toda vez que se deparar com uma história, seja contada ou criada, leia as entrelinhas, busque o real, não o ideal.

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Confira o meu trabalho na fotografia: where-thelight.tumblr.com

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