O Leão

Esse desenho eu fiz para uma exposição Nárnia em Cascavel no ano de 2015. Minha releitura do famoso personagem, Aslam.

Foi um dois desenhos mais elaborados que eu já fiz na minha vida, pois usei um mosaico de texturas para aplicar o desenho em papel cortado por cima. Um #TBT, com muito carinho pois Nárnia foi uma das leituras que mais marcou  a minha vida.

Com vocês, Aslam por Jessica Tavares:

 

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Joguei as minhas chaves fora

Eu tentei de todas as maneiras não te deixar partir.
Talvez esse foi meu maior erro, afinal.
Nunca tive a coragem de fechar as portas mesmo sabendo a importância e necessidade de ir embora.
Ficamos presos em nós mesmos, e deixamos o tempo passar.
Nos tornamos a história na qual queríamos fugir.
O tempo passou novamente e o coração cansou.
Nos tornamos a história que abominávamos existir.
Se antes eu não tinha a coragem de fechar a porta, hoje eu joguei as chaves fora.

Confira o meu trabalho na fotografia: where-thelight.tumblr.com

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Eu não me permito ser infeliz

Faz meses que as fotos deste post estão guardadas, só estava esperando o texto certo para mostrá-las e tudo comunicar com um só. Eu as tirei no começo do ano, numa brincadeira na pia do banheiro. Imediatamente senti vontade de publicá-las mas queria estar pronta para falar sobre o assunto.

Agora estou sentada aqui, chateada, incomodada pelo fim do ano estar chegando e algumas metas minhas não foram alcançadas. Estou brigando dentro da minha cabeça há duas semanas, porquê não fiz algumas coisas de maneira diferente. Estou me sentindo exausta mentalmente.

Desde o momento em que tirei essa foto, até hoje, estou caminhando para me conhecer melhor. E que coisa difícil de se fazer na vida! É tão difícil o tal do autoconhecimento. Mas não desisti até agora, apenas fico baqueada às vezes, na busca de tentar entender as coisas. Acho que peco bastante neste ponto. Pois é aqui que esqueço que estou tentando melhorar e analiso o quão ruim eu fui. Aí eu me perco e fico presa dentro da minha própria cabeça.

Nunca escrevi um texto tão nítido do que eu estou sentindo para compartilhar com vocês, apesar de parecer uma pessoa transparente, aprendi desde cedo a guardar minhas dores para mim. Não apresento-as, para que elas não sejam comentadas. Hoje a minha cabeça e meu coração doem muito, sinto que me desloquei para situações que não queria estar vivendo, estou juntando os pedaços de mim para lutar para ir até onde eu quero estar.

Minha vida não é a mais difícil de todas. Eu tenho o que comer, um teto pra morar, uma cama para dormir, tenho um trabalho para me sustentar, entre outras coisas que a família que vi ontem na rua, não tem. Cinco crianças e seus pais morando numa barraca montada na calçada. Todas descalças e com pouca roupa, sorrindo e brincando na rua, como se o frio não estivesse ali.

Eu apenas sou um ser humano, assim como você é. Que sente, que pensa, que chora. E eu vou me permitir ficar triste, assim como no dia em que tirei essas fotos. Para que a tristeza possa me fazer pensar, e as minhas fraquezas se tornem o impulso que eu preciso para sentir meu coração leve novamente.

Obrigada por ler meu desabafo.

 

Beleza na escuridão

Tenho buscado colocar minhas inspirações em prática. Qualquer coisa pode nos inspirar, se nos dermos a chance para tal. Foi assim que esse desenho surgiu. Enquanto lia uma reportagem sobre o buraco negro, imaginei linhas e pontos a minha frente. Logo corri para pegar papel e canetas para reproduzir o que o texto me inspirou a fazer.

Nada é descartável. Tudo pode ser aproveitado de alguma maneira. Permita-se sentir inspirado não importando a situação!

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Papel não é limite em lego

Essa semana o Paper is NOT the limit será bem diferente. Saí de casa com minhas amigas, Kris e Rê, com o intuito de ver a exposição do Nathan Sawaya. Intitulada The Art of The Brick, a exposição traz um trabalho todo feito em lego, peças gigantescas, em 3D e 2D, retratando as mais diferentes expressões humanas.

Nathan também apresenta suas obras com textos autorais, nos quais complementa a interpretação da obra, e nos leva ao momento em que produziu as obras, o que sentia, o que pensava e qual seu objetivo. Uma imersão em Lego!

Tanto imerso que ficamos, que ao final da exposição existe uma mesa gigantesca com peças de lego dos mais variados tamanhos e modelos, com o objetivo de interação livre por parte dos visitantes. Minha mão logo coçou para produzir algo.

Resolvi tornar essa visita, parte do meu projeto de descobertas e estudos de técnicas e logo produzi objetos geométricos com a ajuda das mãos da Kris para ser meu canvas, e as mãos da Rê para documentar tudo.

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Obrigada meninas pela ajuda, parceria e amizade! E obrigada Nathan pela inspiração, e por realizar um trabalho tão belo e único!

O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos, na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

Confira mais obras do projeto: Paper is NOT the limit

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Estação Alto do Ipiranga

Pés cansados não impedem os olhos de ver.
Olhos distraídos não impedem a cabeça de maquinar.
Cabeça cheia não impede coração de amar.
Coração doído não impede os pés de caminhar.

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Eu nunca fiz amigos bebendo leite, mas já fiz amigos lendo livros

Me apelidaram de ‘traça’ na faculdade. Eu não podia ver alguém lendo um livro que já queria ver a capa, ler sinopse, conversar sobre e pedir livro emprestado. Era um impulso controlável. Às vezes. O fato é que conhecido ou estranho, na maioria das vezes estranhos, eu abordava na cara de pau ou só observa a pessoa lendo quase como uma louca, só que eu queria o livro, não a pessoa.

Aí eu me mudei para São Paulo, abordei um cara numa livraria uma vez porque gostei do livro que ele escolheu na prateleira. Aí ele pareceu não ter gostado muito da abordagem, me retirei assim que consegui e percebi que precisava dar uma segurada, ainda mais agora na cidade grande. As pessoas não são tão receptivas assim.

Segui a vida, lendo livros em transportes públicos, filas de banco e pontos de ônibus. Às vezes saía correndo do ônibus, com o livro nas mãos, pés incertos, mas não deixava de ler. Aquele sede de terminar o capítulo antes de chegar no trabalho. Foi neste dia do quase tombo pela rua, que entrando na empresa onde trabalho, uma pessoa me abordou. – Ótima escolha de livro! Eu fiquei em estado de choque. Ninguém gosta desta leitura, todo mundo acha infantil. E subimos o elevador conversando sobre o autor.

Cheguei ao trabalho, coloquei o livro sobre a mesa e meu chefe disse: – Ah, eu já li o Hobbit. Inclusive, li vários do Tolkien. Juro! Eu era a pessoa mais feliz do mundo. Conversamos um pouco sobre o livro e o dia seguiu.

Desde então já tive pessoas perguntando dicas de leitura, qual livro dar de presente, um amigo me traz livros emprestado sem eu pedir, apenas me traz como dica de leitura. Recebo livros pelo correio de presente. As pessoas me marcam constantemente em postagens na internet, relacionadas a livros. E por aí vai.

Não é necessário provar o tempo todo que você gosta de algo, se interessa por algo. O excesso extrapola também o que você é e acaba se tornando artificial. Depois que eu equilibrei as minhas leituras, com minhas conversas sobre literatura, as coisas fluíram melhor para mim. Eu fiz e ainda faço muitas amizades sem o esforço de ultrapassar a linha do bom senso, como já fiz antes, apenas sendo eu mesma. Com ou sem livros, leite ou whisky, a melhor maneira de fazer amigos, conhecer outras pessoas, é ser você mesmo, sem exacerbar e sem diminuir, apenas ser.

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Incerteza Viva

Um dia o pote de tinta acabou e só gotas restavam ao fundo. Curiosa para testar o efeito da tinta da impressora em um papel de desenho, se jogou pensando na imensidão do universo e na pequenez, porém milagre do nascimento.

Foi de A a Z em segundos e viu através das gotas no fim do pote, que o universo somos cada um de nós. O nascer é o próprio mover infinito e único do universo, quando gritamos os primeiros sons ao encontrar o mundo.

Notou que precisava parar de se colocar tão pequena e aprumar as costas na cadeira, respirar fundo, e dizer – Eu posso!, é o primeiro caminho para conseguir o que se deseja.

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As portas

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Esse ano tenho descoberto as portas. Sempre amei tanto as janelas e sua função de entrar luz e esconder luz, e nem me ligava nas fechaduras e maçanetas que mantém as coisas separadas umas das outras.

Por uma questão prática de privacidade, eu amei a minha primeira porta no começo do ano. Um quarto pequeno me abrigava e me distanciava de todos os cômodos nos quais eu não queria estar. Não abafava as vozes que eu não queria ouvir, mas cuidava de me manter em silêncio para não corresponder ao barulho.

Ao longo dos meses vieram portas com diferentes funções, foi aí que eu entendi que a maçaneta estava na minha frente o tempo todo, era escolha minha manter aberto ou fechado. O meu primeiro ímpeto, foi fechar várias portas, claro. Sentir a liberdade e a calmaria, quem não quer?! Mas isso durou pouco, pois eu senti falta de várias coisas, várias pessoas, tinha assuntos inacabados que acabei fechando, projetos de vida que calei em busca de silêncio. A análise veio calma para algumas coisas, certeira para outras, profunda para tantas outras. Pensar o que ir e o que ficar, qual o impacto na minha vida, na vida das pessoas à minha volta, o que eu realmente quero e o que eu faço por fazer.

Esse ainda é um processo que estou vivendo. O passo à melhoria é que eu entendi a função das portas e entendi também que sou dona do meu destino. Tudo vai ficar ou vai ir embora se eu permitir que isso aconteça. E hoje estou lutando, contra toda a minha zona de conforto, para fechar uma porta. E o farei, porquê a luz que entra pela minha janela, já me mostrou que tem portas mais simples para abrir, se eu for fiel à quem eu sou, e ao que eu quero.

E você?! Quais portas mais marcaram a sua vida?!

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