Esquadrilha da fumaça

A música alta nem deixava o som de fora entrar

Só o vento parecia dizer que existia algo lá fora.

Artur, menino apaixonado por avião, não poderia deixar isso passar.

Ouvir barulho nos céus e correu para a janela.

Sabia que tinha uma oportunidade no ar.

Aqui! Aqui! Gritou extasiado.

Corremos por cima do colchão e lá estava.

Rastro de um lado, Esquadrilha da Fumaça do outro.

Ficamos na janela assistindo ao espetáculo,

Até barulho de avião não mais existir

Artur, menino apaixonado por avião, não poderia deixar isso passar.

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Chama Olímpica em São Paulo: a minha rota

Estou animada sobre as Olimpíadas sim! Desde quando soube que o Brasil receberia esse evento, fiquei muito feliz pelos nossos atletas. Entendo as questões políticas e sociais relacionadas ao país, mas vou focar no lado positivo aqui nesse post, a luta de quem ama o esporte e com ou sem incentivo, busca superação diariamente. Nossos atletas tem lindas histórias para nos ensinar a lutar pelo que acreditamos.

Tenho acompanhado, ainda que não 100% a rota da Tocha Olímpica no Brasil. Fiquei apaixonada pelo desenho da tocha e desejei vê-la de perto desde o primeiro momento em que eu a vi. Quando soube de sua passagem por São Paulo, fiquei animada e falei que iria nas ruas para vê-la.

No domingo eu saí de casa cedo e andei em busca do local que a Chama Olímpica passaria. Fiquei um pouco confusa quanto a horários e acabei voltando pra casa. O dia estava bonita e eu e meus irmãos estávamos conversando pela casa, e Artur que assistia à Formula 1 estava atento no que estava acontecendo enquanto a Tocha passava por São Paulo. Eu já estava tranquila quanto a não vê-la pessoalmente e arrumava algumas coisas enquanto o Artur falava que ela passava pela Paulista.

Alguns minutos se passaram e a Globo avisou que a Chama Olímpica estava passando na rua de trás de casa. Flávio disse que iria comigo e com a câmera nas mãos, nós saímos de casa ao ver um helicóptero parado no alto em frente ao nosso prédio. Corremos brincando que estávamos carregando a Tocha e chegando num amontado de pessoas, vimos espaços livres para vê-la logo na primeira fila. O policial avisou para nos apressar que a Tocha estava logo alí.

A Giovana estava tirando foto com as pessoas enquanto esperava para fazer o revezamento. Entrei no meio da galera e Flávio tirou a foto. Uns dois minutos depois a comissão chegou e o revezamento aconteceu alí, na nossa frente, bem pertinho.

Cara! Isso é sorte? Não acredito nisso. Coloquei tanta energia em tentar ver isso de perto, que é sim uma coisa importante para mim, que o universo tratou de arrumar as coisas e trazer pessoas para me ajudar a chegar até lá.

Não acho que as coisas na vida acontecem tão fácil, é só que quando tomamos decisões e falamos em voz alta, agimos para que algo aconteça, isso vai acontecer. E aconteceu. E eu estou muito feliz. Saí de lá vibrando de alegria, voltei para casa e passei um domingo muito harmonioso, e muito grata em família.E ah! Fique ligado aqui comigo. Vou fazer vários desenhos em homenagem às Olimpíadas Rio 2016! #VaiBrasil!

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Confira o meu trabalho na fotografia: where-thelight.tumblr.com

 

Desenhando com estilete

Já faz um tempo na verdade que eu fiz esse desenho, antes mesmo de eu ler Nárnia que está ali no canto. Eu fiz esse experimento há uns dois anos atrás quando tinha réguas extras na gaveta. Havia comprado o estilete há um tempo e estava bem feliz com a performance dele, aí eu quis testar pra ver se ele “suportaria” desenhar no acrílico.

Eu troquei a lâmina antes de começar o desenho para ter maior desempenho, não precisei colocar muita força para obter resultado. Pelo estilete ser muito grande, tive um pouco de dificuldade de manejá-lo, aí o desenho fugiu algumas vezes da linha que eu queria propor para desenhar. Mas gostei do resultado!

A régua ficou um pouco áspera, não a uso mais para linhas mas como objeto decorativo.

Que tal?!

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O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos, na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

Confira mais obras do projeto: Paper is NOT the limit

 

Jessica Tavares
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Timeline da vida é escrita por músicas

Desde que me conheço por gente estou sendo movida à música. As músicas que a minha mãe cantava enquanto dançava pela casa. O primeiro dia de aula na escolinha a professora nos ensinou uma música para sentir à vontade com os novo coleguinhas. Backstreet boys que ilustra a minha vida desde 2005. A música que me fazia pensar no primeiro amor. O rádio ligado em casa e quando se via, eu, minha mãe, estávamos dançando pela casa.

As músicas das novelas, dos filmes, que de repente se tornavam parte da vida. Tinham também aquelas músicas que me lembravam da tristeza de ter minha mãe longe, chorava como se não houvesse o amanhã.

Toca fitas, toca discos, toca CD’s. Passei deliciosamente por todas essas fases. Ví a evolução da música, e isso eu sou muito grata. A energia do primeiro show. A realização de ver a banda predileta ao vivo. A banda desconhecida na rua que se torna a querida do dia a dia.

A música perfeita para o despertador. Aquela melodia que não importa o lugar, você sonha em parar e sair dançando. A música pra chuva, pra tristeza, para andar, para sonhar, para amar, para desejar. Cada sentimento tem um estilo de música que preciso ouvir.

Existem aquelas chatas também, chiclete, que grudam e por mais que você não gosta, você sai por aí cantando. Tem aquela música que você não gosta de jeito nenhum e quando o irmão briga, canta só pra te irritar. E tem a música que você canta para irritá-lo também. Tem aquela de despedida, que arrancaram as lágrimas. Também aquela música que te faz esquecer da vida e você só quer entrar na melodia de tal forma, que você sente que tem tudo o que necessita. Não precisa de mais nada.

Eu tenho vários desenhos inspirados em música. Ainda não compartilhei e decidi começar com esse aqui. A nova banda do Joe Jonas lançou uma música chiclete, gostosinha, que dá vontade de dançar. Daquelas músicas que você canta com os amigos, se diverte e aproveita a noite. E ela também é sugestiva, aí vai da interpretação de cada um né?! Ah! É o tipo da música pra marcar o verão. Acontece que um dia eu meio que surtei e decidi fazer uma foto para ilustrar o nome da música: Cake by the Ocean – Bolo perto do oceano. Mentira, foi uma desculpa pra comer um pedaço de bolo da Vanini Doces, feat pratinho da dona Sônia.❤.

Tenho certeza que você tem muita música na sua vida. Mas qual delas você colocaria em uma fotografia?

Assista ao vídeo e conheça a música: Cake by the Ocean

Processed with VSCOcam with p5 preset

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Confira mais desenhos: tavaresjessica.tumblr.com

 

Você tem vergonha de alguma parte do seu corpo?

– O que você gostaria de mudar em mim, amor?

Senti que a pergunta não era exatamente essa, fiquei um pouco confusa e respondi que ele não era perfeito mas eu não mudaria nada.

– Eu sei, mas o que você mudaria em mim? Algo que você acha que pode mudar em mim?, ele insistiu. Eu fiquei confusa e ficamos nessa por um bom tempo, meu cunhado olhava curioso a situação e eu tentando entender o porquê daquilo.

– Não… É que… Seu braço é grosso. Você poderia emagrecer os braços, né?! Pelo seu próprio bem. Eu respondi que sim e abaixei a cabeça.

Estávamos no carro saindo de Curitiba, eu passei a viagem toda olhando pra janela e em silêncio. Não acreditava no que ouvi. Fiquei triste e comecei a analisar meu corpo. Não era magra, não sou magra. Caí num universo meio sombrio de deixar de me aceitar, me envolvi num pensamento errado que alguém que não me amava por quem eu era mas pelo tamanho do meu corpo.

O relacionamento já não estava bom neste ponto, não foi a lugar nenhum e acabou. Quando me dei conta, estava comendo mais, deixei de usar regatas, abandonei a maquiagem e deixei de sair de casa.

Hoje eu sou mais gordinha do que naquela época. Olho pra trás e não acredito que naquela época me abati tanto por um comentário tão vazio. Eu tive vergonha dos meus braços, vergonha de colocar uma camiseta. Evitei mostrá-los e também evitei olhá-los como se não fizessem parte do meu corpo.

Esse foi o primeiro ensaio nu que eu fiz. Quando me percebi do jeito que sou e não como eu queria ser, ou como as pessoas falavam que eu deveria ser. Vi os meus braços e dei valor pela função que eles representam no meu corpo. Agradeci a Deus por ter braços e mãos para viver e lutar pela vida, e pela arte que é minha paixão.

Esse foi um passo muito importante porquê tirei a fantasia de ser um alguém, e vi cru quem eu sou. Vi que o tempo passou, eu mudei e as perspectivas são outras. Não poderia continuar presa em conversas do passado. Aprendi que antes de dar ouvidos a alguém, eu preciso saber exatamente quem eu sou. Desta forma, consigo filtrar o que entra para o meu coração e o que é descartável.

Tire as mangas para ver os próprios braços, desligue o ouvido toda vez que achar necessário. Faça silêncio e cante uma música na mente para não responder àquele que não sabe quem você é. Caminhe todos os dias para descobrir os detalhes de você. E lute, lute só pelo que acredita e deseja!

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Confira o meu trabalho na fotografia: where-thelight.tumblr.com

 

Bandeiras na palma das mãos

Postei uma foto esses dias no instagram, comemorando que faltavam 30 dias para as Olimpíadas do Rio de Janeiro. Algumas pessoas ficaram interessadas em entender o que era que estava nas minhas mãos, estava difícil de decifrar que material que eram feita, então resolvi fazer esse post. eeeee o/

Em 2014, pouco antes da estréia da Copa do Mundo no nosso Brasil lindo, eu desenvolvi um projeto chamado Todo El Mundo; Esse projeto tem uma história e tanto que você ainda vai me ouvir falando dele pelos cotovelos.

Para esse projeto, eu usei a Copa do Mundo como um start e desenhei de várias formas as bandeiras dos países que vieram competir a Copa aqui. Nisso surgiu a ideia de fazer um painel com a bandeira dos países e como meu espaço era bem limitado, eu dividia um quarto com uma pessoa e desenvolvia meu trabalho lá dentro, eu comprei mini bolas de isopor e pintei com caneta Sharpie e o resultado foi esse.

E ah! Eu pintei as ‘duas faces’ da bolinha com a bandeira certinha, no final eu cortei com estilete e fiquei com duas bandeiras de cada país. Uma para cada parte do projeto.

Estou querendo desenhar as bandeiras dos países que vão participar dos jogos olímpicos. O que acha? E qual o formato eu posso fazer?

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O rumo

O brilho chega aos meus olhos quando sua presença se faz física

Intensidade analógica

Passos para trás me perseguem

Caminho estreito se faz

Te amar é meu desejo

Histórias incompletas percorrem eu

Seu retorno ofuscou a visão

Me enganei.

Nossa história não está nos livros

Me fiz entendedor de sua missão

Ser meu céu e meu inferno

O encontro do meu equilíbrio

Ser capaz de dizer não

Seguir a vida sem tua história.

Desenhando com comida – Azeitona

Eu gosto de sentar sozinha para criar minhas peças de trabalho. Uma música aqui, um episódio de uma série ali, o barulho do vento, mas a maioria das vezes, o silêncio, e minha total concentração.

Gosto de buscar inspiração em tudo. Sou uma observadora nata. Olho tudo à minha volta, curto qualquer simplicidade pois me apego aos detalhes. Sou feliz rápido e com pouca coisa. Isso permite que meu trabalho siga várias linhas de produção e interpretação.

Por observar muito, acabo tendo picos de inspiração muito altos e em momentos nada propícios. Por isso a importância de sempre ter o papel e caneta sempre por perto.

Esses tempos aí, reunimos três pessoas para fazer um happy hour e jogar conversa fora. Tinha amendoin, queijos e azeitona preta em cima de um banquinho. A conversa até estava interessante mas eu foquei meus olhos e ouvidos no que acontecia cada vez que alguém tirava a azeitona do recipiente. Caíam sempre duas ou três gotinhas e o fundo ia ficando aguadinho. Pedi licença e fui até na minha casa buscar um papel.

Entre risos e timidez eu informei que iria testar a azeitona como tinta. Eles riram e nem observaram a delicadeza do meu processo criativo. Depois de começar os riscos no papel eu gritei: – Deu certo!

Finalizei o desenho encantada com a azeitona e feliz por concluir mais uma parte do Paper is NOT the limit. E voltei a conversar, curtir a noites sempre com o olhar o atento para as possibilidades de produção. Meu processo criativo é assim: nunca desliga.

 

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O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos, na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

Confira mais obras do projeto: Paper is NOT the limit

Escrever com luz, desenhar com sombra

Eu poderia te dizer que foi o belo ambiente com tons terrosos, que me entrelaçaram para desenhar.
Poderia também falar que o vinho foi o culpado.
O paladar poderia até ser uma justificativa.
Há quem vai achar que estava na minha cabeça o tempo todo.
Mas não. Nada disso.
Foi olhar, perceber e concluir.
Foi confessar, agir e deixar acontecer.

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