Um marinheiro em formação

Um marinheiro em formação

 

Thaís lançou a missão para o quarto do meu sobrinho. Branco em todos os lugares nunca foi o objetivo. Na verdade, ela sempre pensou em transformar o motivo do quarto em marinheiro. Desde a barriga isso estava certo.

Foi até ele fazer um ano que nós tiramos um dia: “Agora vai!” Levei as tintas e preparei tudo. Linha aqui. Linha alí. Mamãe e titia trabalhando. Papai também ajudou e neném ficava “Ó! Ó!” E dava risada. Acho que ele estava gostando da novidade.

Foi só depois do jantar que nós finalizamos. No dia seguinte eu ainda fiz uns retoques. Estava pronto o desenho do nosso marinheiro.

Thaís me contou depois que toda vez que ele entrava no quarto, falava: – Ó! Ó!. Que será que ele queria dizer?! Tomara que ele tenha gostado da novidade.

Um marinheiro em formação

merece uma bússola desse tamanhão.

Um quarto para dormir

merece um caminho a seguir.

 

bússola - pintura de quarto de criança - marinheiro - jessica tavares

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produção e execução: Jessica Tavares

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Coração genuíno não olha aparecência

Coração genuíno não olha aparecência

Foi na infância que notei os olhos de carinho. Igor e eu vivíamos num pé de guerra que só nós dois. Mas no fundo, o abraço esmagador dizia: “Tenho carinho por você!”. Agora amizade maior não há. Sou tão grata por ele ter aguentado os meus xiliques e ainda assim, continuar perto de mim.

E não é só comigo. Igor é o coração puro da turma. Tudo é sorriso. E o pouco é o bastante. É só chegar que sua energia positiva se espalha. Até o natal de uma família inteira ele mudou. Foi ele nossa alegria e comemoração em meio a dificuldades de convivência.

Ele não distingue ninguém pelo que veste ou carrega. Você é seu coração. Você é o que é. E para ele, o bastante. A beleza é seu interior. Participar. Estar vivo. Obrigada por me ensinar a viver!

jessica tavares - retalho da vida - fotografia - preto e branco

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Uma plateia Improvável

Ano passado o MIS em São Paulo recebeu uma mega exposição sobre David Bowie. Logo na entrada tinha uma placa: Proibido Fotografar. Entendi perfeitamente. Guardamos os celulares e seguimos. Ao ter o primeiro contato com a exposição fomos advertidos de que fotografar é proibido. Yes, sir! Para quem não leu a placa, aquele era o anúncio perfeito.

No dia do meu aniversário eu queria fazer algo que amo, precisava comemorar de outra maneira a não ser ir para um barzinho. Do meu jeito mesmo. Decidi ver os Barbixas e comuniquei a galera. Desde 2013 planejando isso. Estava mais do que na hora. A Kris até adiantou a viagem de Araçatuba até aqui. Depois do trabalho, seguimos para a PUC.

Ficamos na última fileira do teatro. Mas isso não foi um problema. O teatro TUCA é muito bem estruturado para que todos tenham uma boa experiência. Celulares estavam guardados já no primeiro sinal. Quando as luzes piscaram e os Barbixas foram introduzidos ao palco, atentei às mãos das pessoas para ver se celulares apareceriam… e nada. Gostei! É difícil não registrar algo que depois você com certeza quer compartilhar.

Antes do espetáculo começar, Elídio foi sucinto no pedido à plateia: “Por favor, não filmem, não façam fotos. Isso atrapalha a nossa concentração no palco e nós pagamos uma pessoa para filmar. Me sentiria um babaca aqui pagando e trabalhando duro para depois apresentar um conteúdo para vocês e alguém fazer isso de graça na web.” Só pensei uma coisa: “Um standing ovation para esse cara, por favor?!”.

A peça seguiu brilhantemente no improviso. Não atentei o momento todo para a plateia mas insistia em observar de vez em quando para ver se tinha alguma foto por lá. E nada.  Ao chegar em casa fiz a pesquisa pela hashtag e as únicas fotos postadas foram de pessoas que tiraram fotos com eles após a peça. Tinha uma foto ou outra com o palco ao fundo mas nenhum membro do elenco fazia parte. Desacreditei!

Quando cheguei da exposição do David Bowie, estava pensando em como estruturar um texto e passar a experiência que vivi ao conhecer um pouco desse grande artista. Quando entrei no facebook, me deparei com um colega divulgando todas as fotos da exposição, na qual ele tirou, ignorando os anúncios e avisos.

Os Barbixas não só criaram uma nova dinâmica entre teatro e web,  também ensinaram à plateia a importância em ser plateia. Da participação ao respeito pelo trabalho suado apresentado no palco. Assistir, participar, criticar: aplaudir ou não. Depois falar a respeito e propagar.

Confira o site para ver a agenda dos Barbixas.

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O verbo: A realização

O verbo: A realização

“Sucesso é uma coisa. Fama é outra coisa. Sucesso é você ter pessoas que te apoiam.”, disse o cantor no final da noite. “Eu tenho sucesso!”, eu disse a mim mesma enquanto fazia um flashback na minha cabeça.

Descendo a rua Joaquim Távora às algumas na madrugada, precisei parar no meio do caminho e tirar a sandália. Melhor trocar o salto pela rasteirinha para descer o resto. Antes disso, o bolo e o café para terminar a noite da exposição. Eu seriamente não tinha experimentado um bolo de chocolate tão, tão! Ainda não encontrei uma palavra para descrever.

A noite começou com fotos e abraços. Pessoas que vieram de longe e outras que sempre estiveram presentes. Umas bem conhecidas, outras até esquecidas e tinha até pessoas desconhecidas. O importante é que tiveram todos eles, um pedaço do meu tempo. Atenção não faltou, nem pé. Já que a sandália, alta e companheira, nem meus pés ela incomodou.

No começo da tarde eu finalizei a montagem das peças. Foi o momento que comecei a me sentir ansiosa sobre esse caminho a minha espera. Há um ano mais ou menos, tivemos a primeira conversa sobre essa exposição. E daquele momento até essa realização, foi uma caminhada e tanto.

E valeu a pena! Conheci e vivi coisas incríveis que me trouxeram até aqui! Essa exposição não seria a mesma sem os trancos e barrancos nos quais me proporcionam criar cada uma dessas peças.

“Eu tenho sucesso!”, escrevi no caderno, planejando os projetos futuros.

fotos: Raquel Reis e Matheus Ferraz

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Convite: Exposição O Verbo

Convite: Exposição O Verbo

o verbo -  Jessica tavares - retalho da vida - fotografia -

Depois de uma árdua caminhada em se notar enquanto artista e se expor enquanto artista, nasceu um questionamento há muito sem resposta. O verbo nasceu desse questionamento e emergiu em forma de caminhada. A rota oposta e uma procura por respostas. Será possível você encontrar suas respostas também?

Dia 15 de agosto espero você para o lançamento da exposição!

Para o meu melhor amigo

Para o meu melhor amigo

Foi quando segurei as suas mãos na decisão de sair de casa que nós avistamos a Lua. Alí na paz do seu colo confessei que queria ir para o mundo. Meu porto seguro sempre esteve em suas mãos. Naquele momento eu tive a certeza disso.

Voei. Voltei. Voei.

Você sempre alí. Presente. Torcendo. Ensinando. Cobrando. Lutando junto.

Não importa quantos vôos farei: Estaremos juntos em todos os fenômenos da Lua.

Te Amo, Pai!

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Como fazer uma festa com baixo orçamento

Como fazer uma festa com baixo orçamento

O primeiro conselho da vida é o seguinte: Encontre amigos valiosos para a vida. Não planeje uma festa para ser bem visto ou pelos presentes. Foque na experiência e busque as pessoas de maior importância para você.

Estava a caminho do show do BSB quando um casal de amigos me presenteou com uma pipoqueira. Nem sei quando ganhei fama de viciada em pipoca, mas foi um processo que aconteceu. Hoje eu testo pipoca com vários temperos e combinações. A culpa é do meu irmão. Ele fazia as melhores pipocas, o meu trabalho era apenas lavar a louça. Até que ele parou de fazer e eu assumi o posto. Sem pipoca que eu não fico. Aí eu ganhei o gosto e não parei mais. A pipoqueira foi um dos melhores presentes da vida.

O tema escolhido foi ‘festa junina’. Cada um traz um prato. Todo mundo a caráter.  O aniversário era só uma desculpa para reunir os amigos em casa. Na decoração defini fazer um bolo fake de pipoca para fechar o ciclo e me assumir pipoqueira de vez. No mais, o meu orçamento estava muito baixo inventar moda.

Comprei um pacote de folhas para dobradura. Já conhecia as coloridas, mas achei desta vez uma já estilizada. Vai essa mesmo. Em uma hora trancada no quarto, finalizei o bolo e cortei as bandeirinhas. Furando uma por uma de dois lados e logo já tinha um cordão pronto. Montei cones para colocar a pipoca. Não dava pra comprar saquinhos.

O maior investimento que fiz foi uma fogueira de espuma que comprei na 25. Foi o toque final para deixar a sala com gostinho de montanhas. A Sephanie chegou e rapidinho decoramos as mesas com o recorte que sobrou da bandeirinha. Mais umas tirinhas de papel e fizemos um painel para tirar fotos. O espaço perfeito para nosso acampamento na sala.

A Kris que veio lá de Araçatuba providenciou os doces mais deliciosos da vida. Fez mais sucesso do que tudo e eu que não sou boba, guardei uma caixa especial só para depois. Uma pitadinha de cada um e um turbilhão de boa vontade. Gastei cerca de R$30 na decoração com sobra do pacote de papeis que depois rendeu embrulho de presente para outras ocasiões. Os cones de pipoca acabaram levando lembrancinha. As meninas gostaram tanto que na saída, cada um levou um cone para casa.

No fim só nos restou pipoca e algumas bebidas. O bastante para nos manter escrevendo histórias até 5 da madrugada. Pouco dinheiro e bons amigos é o bastante para sorrisos e gargalhadas. E se dar conta disso é a melhor lição para aprender a viver o momento.

Hoje o céu estava lindo e eu estava sem câmera

Pela primeira vez estou trabalhando ao lado de uma janela. Já fiz isso home office antes, mas isso é outra coisa. Em casa tenho o processo criativo sempre mais liberto do que no trabalho, fora as intervenções de quem é aficionado por produzir conteúdo.

Quem me conhece logo se depara com minha paixão pelo seu e meu amor incansável pela Lua. Perceber o céu e o que ele apresenta, sempre será um momento de paz no meu dia. Seja por segundos ou minutos. Olho para o céu, logo descanso.

A princípio trabalhar ao lado de uma janela me pareceu estranho. Todas as agências que trabalhei me apresentou um ambiente tão fechado e fora do mundo que não percebia a hora passar a não ser pela fome. Vivi. Sobrevivi e achava que era o lugar certo para estar.

Agora chego no trabalho e ao sentar a mesa abro a cortina e a janela que foram carinhosamente apelidadas pelos membros da equipe. Respiro fundo. Ouço a cidade. Aqui em São Paulo é triste quando dá pra ver a poluição andando pelo ar. A gente sabe que está lá, mas ver isso dá uma tristeza instantânea de saúde zero. Hoje estava assim. Respirar fundo foi desagradável. Ar seco. Sinusite batendo à porta.

O final do dia veio mais agradável. Uma faixa rosada passava pelo céu e parecia seguir como uma nota musical. Uma música clássica e suntuosa em meio ao caos. Esse tipo de música te faz esquecer o caos e concentrar apenas na melodia. Corri para a janela e observei São Paulo sendo tão incrível. Corri para pegar o celular. – Mas você já fez essa foto milhares de vezes, Jessica! Eu disse a mim mesma enquanto minhas mãos tentavam chegar até o celular. – Acabou a bateria!

Me frustrei tanto. Mas durou menos de um minuto. Lembrei que meu objetivo de andar sem o carregador do celular pra lá e pra cá, é pra eu desapegar das facilidades que ele me oferece, e do mundo que o celular me prende. Parei em frente a janela por um tempo e vivi aquela cena sem interrupção digital. Um céu inteiro a minha disposição, deslumbrante que só ele, estático para ser contemplado. Sem ticket de entrada ou politicagem.

Ví a Lua. Cheia. Tão próxima, tão poderosa. Quando cheguei em casa descobri que um fenômeno a fez a segunda Lua Cheia seguida no mês, o fenômeno é chamado de Lua Azul.

Fazer uma escolha e depois transformá-la em ação é um dos maiores poderes que já vivi. Tenho certeza que se eu decidir ver o meu redor todos os dias, e ficar menos tempo no digital, vou ver a vida acontecer de maneira mais surpreendente e poder ser participante ativa.

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