Carta especial para meus leitores

Faz algumas horas que estou evitando escrever esse texto. Estou com ele na minha mente, mas não consigo externá-lo e estou adiando a dor de fazê-lo. Nunca é fácil abrir mão das coisas, e esse é um dos textos mais dolorosos que já escrevi na minha vida. São 1h41 do dia 26 de março de 2017, estou sentada na minha cama, pronta para dormir. Decidi que não posso adiar até o dia amanhecer, precisa ser agora, embora você vai ler só depois de seu almoço ou ainda mais adiante.

Há seis anos atrás eu criei o blog com o intuito de conhecer melhor meu texto. Descobrir minha voz enquanto escritora, entender meu próprio estilo, ouvir o feedback das pessoas. Meu texto evoluiu bastante desde que comecei, conheci tantas pessoas, ouvi tantas histórias, recebi vários poemas de respostas à textos meus, compartilhei corpo e alma por aqui.

Hoje eu me despeço do blog. Me despeço de escrever para você aqui, de compartilhar meu trabalho, meus anseios, sonhos e desejos, pois eu concluí o que vim fazer. Triste por abrir mão de algo que sempre foi parte de mim. Feliz, pois agora começa um novo capítulo. Vou usar minhas palavras para conquistar outros objetivos, outros sonhos. Agora, novas descobertas estão por vir.

Sinto muita gratidão, amor e carinho por tudo o que vivi aqui. Todas as pessoas que me fizeram sentir o mais diferente tipo de sentimento, eternizei aqui entre declarações e desabafos. As fotografias que vivi o bastante para não querer mais esquecer.

Obrigada por ter me acompanhado até aqui. Acompanhe meu instagram e facebook para continuar caminhando comigo. Ainda tenho muito texto, foto, arte e tudo o que puder produzir, para compartilhar com vocês.Novos rumos para novos objetivos.
Obrigada por tudo!

Um super abraço cheio de amor, carinho e saudade.

Sinceramente,

Jessica Tavares
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O que eu deixei de ser quando cresci?

Lembro que na infância a minha cabeça não tinha limites. Buscava todo o tipo de explicação e caminhava para todo o tipo de histórias dentro da minha mente. Não sabia nada da vida e queria entender todo ponto e vírgula que via pelo caminho. Fazia apresentações de teatro pela casa, criava histórias e personagens como um respirar, tinha nome para tudo, e qualquer coisa se transformava em minhas mãos.

Lembro que foi na escola quando comecei a sentir a minha mente ameaçada. Eu me concentro numa coisa, observando à minha volta, não tenho habilidade nenhuma para ficar parada, estática, enquanto alguém tenta me ensinar algo. Mas a professora de português disse que o aluno quando é bom, pode passar um elefante, que ele não vai se distrair. – Pera aí, professora! Se um elefante passar por aqui, eu vou embora com ele, vou tentar saber de onde ele veio, e pra onde está indo. Eu disse isso mentalmente, é claro né?!

O tempo passou e eu me vi dentro de uma bolha. Para ser aceita, eu preciso me vestir de tal maneira, me comportar de tal maneira, falar de tal maneira. Sem perceber, e pela ânsia de pertencer a algo, fui perdendo as minhas cores. Explodia arco-íris dentro de mim, e externava tons de cinza. Amo o preto e branco, e me expresso através dele, mas sou todas as cores na essência.

Encontrei pessoas quadradas e me enquadrei e esqueci dos volumes que sou, das curvas e pontas. Sou um formato indefinido, me adapto ao tempo, ao espaço mas não sou uma coisa só. Tenho dias, fases, vontades e desejos, mas não sou uma coisa só. Faço, crio, produzo, mas não sou uma coisa só.

Aí a vida foi passando e eu guardei as asas da minha imaginação. E eu percebi que nenhum trabalho, nenhuma pessoa, vale o sacrifício de deixar de ser a essência que sou. E então eu conheci pessoas que me lembraram que no livre arbítrio ninguém pode interferir, e que as prisões, são criadas pela própria mente.

Aí eu resolvi tirar o lápis de cor da gaveta e pintar minhas asas mais uma vez. Afinal de contas, sou pássaro sem ninho, e posso pousar onde eu quiser. E pertenço a mim, não à lugares ou pessoas.

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O Pequeno Príncipe

As histórias da infância pintaram para mim príncipes cujos castelos eram gigantescos, vidas glamourosas e muitos deveres a cumprir. A maioria deles, pintados como se fossem insignificantes perto das mulheres que têm à sua volta, pois seus nomes, dificilmente foram divulgados.

Estava observando meu sobrinho brincar no mar, e como os respingos da água o faziam feliz. Ele gargalhava toda vez que batia os pés na água, depois corria pela areia pegando na mão de alguém e dizia “Vamo pra água! Vamos pra água!”. E o ciclo de alegria se multiplicava, pois vê-lo rir, dava uma vontade enorme de fazer o mesmo e ser feliz.

Conheci um príncipe que não tem castelos mas constrói relacionamentos profundos. Que quer aprender e sempre ensina algo. Que se alegra com um pingo de água. Que apesar do seu tamanho e tão pouca idade, insiste em demonstrar o que é igualdade.

 

 

Confira o meu trabalho na fotografia: where-thelight.tumblr.com

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#paperisnotthelimit Desenho em garrafa

Lembro quando eu conheci a caneta POSCA e senti uma vontade quase que imediata de desenhar. Demorei um pouquinho até então fazer isso mas depois que comprei uma, desenvolvi vários desenhos e hoje ela é um do meus materiais prediletos para produzir.

Conversando com amigos, de repente se tornou uma mania juntar garrafas para Jessica, e quando eu percebi, tinha várias garrafas vazias pela casa, que amigos fizeram questão de trazer. Eu me sentia uma alcóolatra só de olhar as garrafas vazias mas esse não é o caso. rs

Comprei tinta preta e desenvolvi um design diferente para cada, com  intuito de torná-las mais um experimento para o #paperisnothelimit e presentear pessoas com peças únicas criadas por mim.

O que acham?

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Essas garrafas acabaram completando a decoração do BOSS Boteco no Alto do Ipiranga, dirigido pelo renomado chef, Alencar Ribeiro.

O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

Confira mais obras do projeto: Paper is NOT the limit

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O poder dos ouvidos

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Quando adolescente trabalhei numa papelaria, era funcionária mas sempre tive minha independência e pró-atividade, ainda não sabia os limites da vida, então um dia o chefe chegou e informou que mudaria uma seção de lado; Antes que ele terminasse a frase eu já fui dizendo que aquela não era a solução e ele prontamente disse que, os jovens de hoje em dia não sabem ouvir.

Hoje eu escutei algumas histórias, testemunhos na verdade. Pessoas contando como passaram por certos problemas, como as dores e tristezas a fizeram crescer. Lembrei de como eu esqueci de ouvir nas últimas semanas, espirrei minhas palavras, assim como naquele dia na papelaria, e claro, perdi a razão.

A maneira mais eficaz de amar e ajudar as pessoas é ouvir. Sentimos tanto a necessidade de que escutem nossas palavras que não permitimos que o outro se expresse. Criamos uma barreira de necessidade, e não há amor que passe pelas fendas, prendemo-nos aos próprios problemas e fechamos o ouvido para o problema do outro.

É difícil essa tal de convivência, talvez seja um dos pontos mais altos e importantes de nossa existência, pois estamos aqui para resgatar, construir, evoluir, e conviver com outros, é de onde tiramos os maiores ensinamentos. O impacto do que fazemos, e o impacto do que fazem conosco, isso nos molda segundo a segundo. Sempre somos diferentes porquê ouvimos ou deixamos de ouvir.

Há muitas guerras diárias que podemos conter se ao menos ouvir. Não há argumento que mais eleva o pensamento à autocrítica do que o silêncio.

Somos tão ensinados a observar e esquecem-nos de dizer, que o ouvido tem igual importância. O equilíbrio da vida não é ter um corpo belo, é descobrir a importância de trabalhar todas as áreas do corpo para uma vida mais saudável. OUVIR é seu desafio de hoje.

Jessica Tavares
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Make #paperisnotthelimit

Tô aqui produzindo muito para o paper is not the limit ultimamente e decidi fazer algo especial para essa época de carnaval. Inspirado no baile da Vogue, eu produzi uma make bem simples, com a minha técnica de desenho e muito brilho.

A novidade é que eu produzi um vídeo tutorial ensinando fazer a máscara, e quero saber a sua opinião. Curti muuuuito fazer esse tutorial e make, espero que vocês gostem também.

Se você se inspirar no meu trabalho pra criar a própria máscara, não esquece de me enviar uma foto. Quero ir lá no seu insta curtir! 😉 :*

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Assista ao vídeo: https://youtu.be/u03IOQ7CE9o

O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

Confira mais obras do projeto: Paper is NOT the limit

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Fulando passou por mim e não me cumprimentou

Quem é que nunca enfrentou uma situação em que se perguntou o que há de errado num relacionamento, porquê fulano está diferente?! Pensa um pouco, qualquer momento… alguém te ignorou, deixou de ser receptivo, sumiu sem dar notícias e por aí vai…

Pera! Esse não é mais um texto para dizer que a culpa é sua e bla, bla, blah. O que eu tô querendo dizer é uma coisa bem simples. Esperar é um verbo, então ele indica ação, mas ele te induz a ficar parado. O que em algumas situações é necessário, por exemplo, esperar a resposta da entrevista de emprego, esperar o diagnóstico do médico, também no sentido mais amplo de contar com, ter esperança de, acreditar em, confiar.

Mas aí você está andando na rua, vê aquela pessoa e quer cumprimentar, olha para um lado, olha para o outro, seus passos se cruzam e vocês não trocam palavras. Aí você vai pro trabalho e fala que aquele tal passou e não te cumprimentou, então você começa sem querer a replicar a história com um cunho negativo, como se a pessoa fosse obrigada a te cumprimentar e não o contrário. Aí, todo mundo do setor fica sabendo, e a pessoa se torna o fulano. O fulano é mal educado, não socializa, passa e não cumprimenta. E então aquele momento em que você esperou e não tomou uma ação, se torna um fardo nas costas do outro.

Em qualquer tipo de relacionamento, seja ele amoroso, fraterno, or whatever, existem suas dificuldades e empecilhos. Mas uma das coisas mais perigosas é o verbo esperar. Você cria um cenário na cabeça e espera que a pessoa se comporta de uma certa maneira com você, se ela não atinge as suas expectativas, ela se torna o vilão da história.

Onde está a coerência disso? Onde foi que aprendemos a distorcer o significado das palavras e torná-las ocas e supérfluas?! É vilão quem cria algo no imaginário e espera que o outro as torne real, sem ao menos dizer que é isso o que quer. Ou é vilã a pessoa que está vivendo um dia de cada vez? Esse termo é forte, eu sei. Mas eu quero que você pense um pouco.

Você é coadjuvante ou protagonista de sua vida? O coadjuvante caminha conforme a música dos outros, o protagonista cria a própria música toda vez que achar necessário. Essa história não precisa de vilão. Muitas vezes o vilão está só na nossa mente, ele é fruto de nosso imaginário e nos domina toda vez que deixamos de ser protagonistas de nossos atos.

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Desenho sabor uva

Tá um calor desgraçado em São Paulo e eu só consigo pensar nos dias de verão no começo de janeiro. Água salgada, céu azul, nascer do sol, água salgada. Aii aiii aiiiii. Posso voltar?
E com essa lembrança o #paperisnotthelimit dessa semana tem sabor de uva com bastaante gelo e em frente ao mar. Que tal?!

Uma coisa que faltava eu tentar para o projeto, era o desenho com gelo. Nesse dia de calor, uni o suco integral que estava tomando, o gelo e a necessidade do frescor.

Desenhei no papel cansou para ver qual o resultado e depois de seco, até parece que eu desenhei com aquarela.

O que acharam? Alguma ideia maluca aí pra eu testar?

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O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

Confira mais obras do projeto: Paper is NOT the limit

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Um passeio para desenhar em flores

Hmm não sei mas acho que esse é o ano das flores para mim. Desde o final de dezembro de 2016 até hoje, tenho buscado muita inspiração em flores e suas folhas. A natureza em geral me alimenta criatividade mas as flores tem trazidos umas cores e formatos para minha visão como escritora e artista plástica que eu ainda não tinha experimentado.

Para o #paperisnotthelimit dessa semana eu trouxe uma lembrança das minhas férias em janeiro. Levei o meu sobrinho para caminhar na praia, brincamos de pular nas poças que o mar deixou entre as pedras, estávamos cansados e subimos para casa. No caminho, encontramos várias flores caídas no chão, peguei uma e logo Nicolas me copiou. Vi a oportunidade e expliquei a ele que só deveria pegas as flores que estavam caídas, e não as do pé.

“Deixe que as flores encontrem o próprio caminho”, expliquei enquanto caminhamos de mãos dadas até a casa do vovô mar. Entramos, e umas horas mais tarde peguei a caneta e desenhei, e aqui você confere o resultado.

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O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

Confira mais obras do projeto: Paper is NOT the limit

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