O belo e a imperfeição

Há uns dias eu me deletei.
Deixei de lado o meu eu, e fui prestar atenção no outro.
Puxa, que belo mundo eu redescobri!
Tanto tempo me perdi em tantas informações e conhecimentos, que um dia esqueci o que é ser humano.
Ser humano não é entrar no padrão de beleza da sociedade, muito menos comportar de maneira a ser aceito o tempo todo. Ser humano é ficar triste a ponto de achar que não aguenta mais, gritar de tanta raiva, é chorar de tanto rir, abraçar, conversar, é ouvir, é viver para os outros. Ser humano é ser imperfeito.
A internet, o facebook, as notícias, tem moldado a sociedade, tem nos feito de marionetes. Dizemos sim para as coisas erradas e não para as certas. Caminhamos sem motivos e lutamos sem propósitos. Mostramos para o outro o que não somos, e sim o que gostaríamos de ser. Nos achamos bons o bastante para criticar, e não nos permitimos ser criticados. Mostramos sorrisos falsos, e escondemos nossas cicatrizes. Não percebemos o quanto erramos quando se trata de valores sociais, mas deixamos nos influenciar por uma sociedade que prega que beleza é tudo.
Eu quero continuar a me deletar. Me deletar da futilidade que meneou essa geração. Dos preconceitos, do egoísmo, da síndrome de querer ser perfeito para os outros, e tantas outras drogas que entram na cabeça diariamente. Me desvencilhar das máscaras, das palavras torpes, e da imagem restaurada. Apenas eu, com meus erros e acertos, beleza ou esquisitece. Me permitir e me aceitar, ser imperfeita.
jessica tavares
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4 comentários sobre “O belo e a imperfeição

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