Post it!

Eu e uma amiga estávamos conversando sobre nosso futuro profissional. Eu jornalista; Ela bancária. Nos demos conta de que se não nos apressarmos para atingir as exigências do mercado, amanhã poderá ser tarde demais. Afinal, as coisas estão mudando, e os mais novos vão estar mais atualizados numa questão de instantes. É frustrante pensar assim. Quem diria nossos pais e avós que vieram da cultura de cartas no correio, telegramas, papel e caneta.

Meus 23 anos fez com que eu pensasse que o tradicionalismo é uma coisa ruim. Percebi que esse meu discurso era da boca pra fora, quando me dei conta que fico mais feliz ao receber uma carta no correio, do que um email. A era do computador pode ter feito de mim, uma pessoa mais impessoal. Ainda assim, me sinto melhor poder conversar com alguém olho no olho do que através de qualquer meio eletrônico.

Quando penso nos filmes que retratam a tradicional família americana, chego a conclusão que quando tiver a minha família, criarei nossas próprias tradições. Pequenas reuniões e ações para ensinar aos meus filhos a importância de ser pessoal, ser humano. A esse pensamento eu devo à minha avó. Ela criou eu e minhas irmãs do modo antigo. Na época eu odiava. Hoje eu entendo e sou grata.

E assim caminha a humanidade. Da boca pra fora se diz contra os costumes e tradições. Mas no agir, se entende que o passado foi quem contruiu o presente. E aí acontece a transformação.

A comunicação é um exemplo fascinante. A maneira como o homem se comunica desde a sua criação, e a maneira como isso cresceu e se transformou, é um grande salto na evolução. E eles partiram de um mesmo princípio: a palavra.|

Por isso não há como abandonar o princípio. Ele é parte do motor que nos faz caminhar para a frente. E assim eu não abandono o papel e caneta. Agora mesmo, estou desenhando as palavras no meu caderno de linhas pretas. O meu local de trabalho, a minha cama, e minhas anotações ganham cores com pequenos papéis colantes.

Me sinto mais segura na companhia de pessoas mais velhas, assim como o papel e caneta. Do que uma juventude que nega de onde veio, assim como a divergência de informações na web.

Jéssica Tavares

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