Devaneios de quarta feira

                  jessica tavares - retalho da vida - artes plásticas - crônica Jessica Tavares - Retalho da Vida

Eu tinha um ponto de interrogação constante em minha cabeça. De tempos em tempos ele aparecia como uma fumaça preta, emanava meus pensamentos e eu o mandava embora sem uma resposta. Não há de se estranhar que toda vez que voltava, era ainda mais forte, mais denso. Por que eu ainda não consegui divulgar mais meu trabalho?

Okay! Está na hora de analisar isso aí. Comecei a observar alguns artistas que tem uma visibilidade interessante na web. Seja no instagram, blog, facebook e por aí vai. A verdade mesmo é que uma coisa puxa a outra. Então fiz uma análise completa, a fim de entender melhor.

Um amigo que voltou a desenhar há um tempo, começou a divulgar seus desenhos no instagram e facebook, e logo tinha um belo engajamento em seu trabalho. – Mas o que estou fazendo de errado? Meu cérebro abriu uma nuvem de conversação, igual a dos quadrinhos e depois de algumas reticências entendi que estava me fazendo as perguntas erradas.

– Cara! As pessoas bem engajadas, vivem para fazer o que amam! Mas… como fazer isso? Vou ter que abandonar meu trabalho? Onde arrumo tempo? Mas… mas… mas.. Ahhhhhhhh!

Não se torture com as perguntas erradas! Experiência própria. Se você deixa as fumaças pretas tomarem conta do seu pensamento, primeiro respire fundo e entenda que elas não são o problema. Estão ali para te apresentar a solução. Aí você vai tirar o tempo que precisar para reorganizar as ideias, colocar tudo no papel e encontrar suas perguntas.

Eu explico porque eu me refiro à perguntas e não respostas. As minhas aspirações na vida, são totalmente diferentes das suas. Podemos estar na mesma área, convivendo num mesmo espaço, aparentemente com mesmo objetivo. Mas só eu e você sabemos onde queremos chegar com este caminho. E isso nos colocará em posições bem diferentes. Encontrar as suas perguntas, é alinhar seu caminho rumo ao objetivo.

Hoje eu fiquei mais de duas horas esperando o ônibus pra voltar pra casa. Depois de entrar, sentar, me acomodar, o ônibus estragou na estrada. Eu estava lendo, bem cansada, para ver o que acontecia, fechei o livro e olhei pela janela. A caneta à minha mão, percorreu meu braço e então comecei a desenhar. Quando estava finalizando, ví o ônibus sair e me ajeitei na cadeira. Já em casa, a cabeça ainda borbulhando e o corpo em busca de cumprir o resto das obrigações do dia. Olhei para minha mão, peguei umas canetas coloridas e criei o conceito e essa imagem da postagem.

Tanto tempo procurando, e ela estava ali. A minha pergunta. E eu só te digo a resposta. Lutar para trabalhar no que se ama, não é se revirar para tentar achar. É se encontrar cada dia, num pequeno passo, com a cabeça leve e o coração em paz.

Guarde suas perguntas, divulgue suas respostas!

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