Pit Stop! Parada obrigatória

Alguns dias atrás fui com alguns amigos assistir a homenagem do Parque Ibirapuera a Ayrton Senna. Fui sem expectativa, confesso. Enquanto a homenagem acontecia, espelhada nas lindas fontes, ouvia um amigo inconsolável chorar sem medo. “Meu ídolo”, ele disse no caminho até lá.

Eu fiquei segurando o meu celular, tentando tirar uma foto interessante, prestava atenção em tudo, mas não me comovi como muitas pessoas. Logo após as palmas de orgulho e saudade, levantei e avistei muitos olhos marejados. – Um mar passou por alí e não me levou. Não chorei, mas minha garganta parecia seca. Minha voz não queria sair. Segui atrás de todo mundo, bem atrás mesmo. Só andando e observando.

Num momento qualquer, que parecia ser muito específico, eu me cobrei. Olhei para trás na vida e contei os passos errados. Quando a negatividade abaixa, você só se vê errado. – Lembra quando o Ayrton precisou fazer uma parada no pit stop, foi tão difícil, pois vários carros passaram na frente. Mas depois de muita luta e insistência, ele acabou a corrida em primeiro lugar, disse Rosinha.

E alí, andando atrás de todos, me dei conta. Estou no Pit Stop. Precisei parar, do contrário, eu não poderia continuar. Tive que descer do carro, fazer um check-up, trocar algumas peças para depois voltar para a corrida.

A parada só é dolorosa quando você não se dá conta de que ela é benéfica. Quando se abre os olhos para o objetivo, a ato de parar, é só um passo recuado para tudo entrar nos eixos. E vou te dizer, que delícia se dar conta disso. Que venha a corrida!

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