Se você está feliz e você sabe, bata palmas!

jessica tavares - retalho da vida - bsb - backstreet boys

Backstreet Boys estavam a algumas horas de distância de entrar no palco. Eu e a Bruna, ansiosas que só nós duas, começamos a gravar um vlog no ônibus. Ahhhhhhh! Acho que era a única coisa que eu sabia dizer. Onomatopeia referente a excitação e ansiedade.

Continuamos o vlog até a fila, a entrada e minutos antes do show. Quando as luzes se apagaram, eu ouvia gritos e avistava celulares. Mas menino! Cadê os caras?! Entre braços, telas de led e mãos alvoroçadas eu via algum membro da banda aqui, outro ali. Segui o fluxo, levantei o celular o mais alto que consegui e assisti ao show na ponta dos pés. Bom, consegui ingresso só para a pista. Para o show que esperei a vida inteira, eu estava muito feliz, sem ar, sem pé, sem braço, e rindo a toa.

Entre uma música e outra eu tentei bater palmas. Coloquei correndo o celular no bolso e bati palmas loucamente. Mas… mas… cadê as palmas?! Os caras estão arrasando no palco e ouço apenas gritos. Voltei para o show, curti e tentei bater palma. Dessa vez, segurando o celular no alto e batendo uma mão nos braços. Ah! É isso!

O fã do século 21 não está preocupado mais em apenas dar um feedback momentâneo para o seu ídolo. Ele deseja ter um relacionamento com a banda que foi ver. Não só registrar o momento e ter uma história para contar, mas usar essas mídias como moeda social e atrair um engajamento para sua história.

O ato de levantar o celular na hora de receber a atração tão esperada, implica em algo muito maior do que apenas curtir o show. “As pessoas hoje em dia não sabem curtir”. Cara! O mundo mudou, a tecnologia tomou conta, e a espera por uma aproximação com o ídolo é o que move os fandoms. O artista que investe um pouco em social media, ganha muito mais quando é responsivo aos fãs, do que àquele que escolhe se manter fora das redes.

O Brasil pediu pelo twitter, o Backstreet Boys respondeu. Fez três shows lotados em São Paulo, abriu after party e tudo o que as fãs brasileiras tiveram direito. Cada benefício teve seu preço, o que é um assunto para outra hora. Mas teve. Tudo! Porque o pedido de um todo através da rede social, teve um impacto internacional e um sim na hora certa.

Ir ao show da vida, é muito mais do que estar com as mãos levantadas e bater palma no final. É viver o ontem, o hoje, o amanhã e levar essa história pelo tempo que escolher. Ter todo um aparato para ilustrar uma história e um momento para reviver, até não conseguir mais guardar as lembranças.

Bati palmas, gritei, tirei 536 fotos, a maioria bem blurry, sem olhar para a tela. Mas cantei todas as músicas, revivi a minha vida inteira através da timeline de músicas que eles cantaram. Fiz amizades momentâneas, de cantar a mesma música emocionada e depois a pessoa sumir na multidão. Estreitei laços com uma colega de tempos atrás, que será amiga de tempos a frente. Dancei, gritei, e tenho um momento tanto esperado para reviver sempre.

Se você está feliz, bata palmas! Dizia a música infantil. Eu digo, se está feliz, viva! Do jeito que lhe fizer bem, da maneira que o fizer sorrir, com a liberdade que te faz sentir. Grave, fotografe, cante, dance, grite. Preocupe-se com a vida que é unicamente sua!

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