No metrô sem título

As escadas estavam cheias de pessoas. Gritos se ouviam ao longe. Ela estava presa no pensamento de que aquele dia havia sido negativo demais para ter forças para fazer outra coisa a não ser, dormir. Não notou a aglomeração até dois rapazes ao seu lado comentarem o que estava acontecendo.

Saiu do seu pensamento de maneira tão brusca e observou o ruivo ao seu lado. “Que olhos lindos ele tem!”, ela disse a si mesma enquanto prestava atenção na história. O ruivo e o outro diziam que uma pessoa foi injustamente “apanhada” depois que respondeu aos insultos de uma mulher intolerante.

“Os guardas tem que ser treinados melhor! O objetivo deles é proteger e não agredir a um cidadão que precisa de ajuda.” disse o outro. – No lugar dele eu reagiria também. Ser insultado e depois agredido? Era a primeira vez que alguém demonstrara compaixão por um bêbado num espaço público. Ela ficou confusa. Não precisava se decidir entre acreditar ou não nas declarações. Por fim entendeu que não havia nada que poderia fazer. entrou no metrô cabisbaixa. Queria pensar sobre a injustiça com o bêbado. Não conseguia pensar sobre isso. Seu cansaço doía o pensamento. Observou na janela o reflexo das pessoas a seu lado.

Seguiu em silêncio físico e na mente gritava: – Eu quero descanso!

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