Eu não me permito ser infeliz

Faz meses que as fotos deste post estão guardadas, só estava esperando o texto certo para mostrá-las e tudo comunicar com um só. Eu as tirei no começo do ano, numa brincadeira na pia do banheiro. Imediatamente senti vontade de publicá-las mas queria estar pronta para falar sobre o assunto.

Agora estou sentada aqui, chateada, incomodada pelo fim do ano estar chegando e algumas metas minhas não foram alcançadas. Estou brigando dentro da minha cabeça há duas semanas, porquê não fiz algumas coisas de maneira diferente. Estou me sentindo exausta mentalmente.

Desde o momento em que tirei essa foto, até hoje, estou caminhando para me conhecer melhor. E que coisa difícil de se fazer na vida! É tão difícil o tal do autoconhecimento. Mas não desisti até agora, apenas fico baqueada às vezes, na busca de tentar entender as coisas. Acho que peco bastante neste ponto. Pois é aqui que esqueço que estou tentando melhorar e analiso o quão ruim eu fui. Aí eu me perco e fico presa dentro da minha própria cabeça.

Nunca escrevi um texto tão nítido do que eu estou sentindo para compartilhar com vocês, apesar de parecer uma pessoa transparente, aprendi desde cedo a guardar minhas dores para mim. Não apresento-as, para que elas não sejam comentadas. Hoje a minha cabeça e meu coração doem muito, sinto que me desloquei para situações que não queria estar vivendo, estou juntando os pedaços de mim para lutar para ir até onde eu quero estar.

Minha vida não é a mais difícil de todas. Eu tenho o que comer, um teto pra morar, uma cama para dormir, tenho um trabalho para me sustentar, entre outras coisas que a família que vi ontem na rua, não tem. Cinco crianças e seus pais morando numa barraca montada na calçada. Todas descalças e com pouca roupa, sorrindo e brincando na rua, como se o frio não estivesse ali.

Eu apenas sou um ser humano, assim como você é. Que sente, que pensa, que chora. E eu vou me permitir ficar triste, assim como no dia em que tirei essas fotos. Para que a tristeza possa me fazer pensar, e as minhas fraquezas se tornem o impulso que eu preciso para sentir meu coração leve novamente.

Obrigada por ler meu desabafo.

 

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2 comentários sobre “Eu não me permito ser infeliz

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