Fulando passou por mim e não me cumprimentou

Quem é que nunca enfrentou uma situação em que se perguntou o que há de errado num relacionamento, porquê fulano está diferente?! Pensa um pouco, qualquer momento… alguém te ignorou, deixou de ser receptivo, sumiu sem dar notícias e por aí vai…

Pera! Esse não é mais um texto para dizer que a culpa é sua e bla, bla, blah. O que eu tô querendo dizer é uma coisa bem simples. Esperar é um verbo, então ele indica ação, mas ele te induz a ficar parado. O que em algumas situações é necessário, por exemplo, esperar a resposta da entrevista de emprego, esperar o diagnóstico do médico, também no sentido mais amplo de contar com, ter esperança de, acreditar em, confiar.

Mas aí você está andando na rua, vê aquela pessoa e quer cumprimentar, olha para um lado, olha para o outro, seus passos se cruzam e vocês não trocam palavras. Aí você vai pro trabalho e fala que aquele tal passou e não te cumprimentou, então você começa sem querer a replicar a história com um cunho negativo, como se a pessoa fosse obrigada a te cumprimentar e não o contrário. Aí, todo mundo do setor fica sabendo, e a pessoa se torna o fulano. O fulano é mal educado, não socializa, passa e não cumprimenta. E então aquele momento em que você esperou e não tomou uma ação, se torna um fardo nas costas do outro.

Em qualquer tipo de relacionamento, seja ele amoroso, fraterno, or whatever, existem suas dificuldades e empecilhos. Mas uma das coisas mais perigosas é o verbo esperar. Você cria um cenário na cabeça e espera que a pessoa se comporta de uma certa maneira com você, se ela não atinge as suas expectativas, ela se torna o vilão da história.

Onde está a coerência disso? Onde foi que aprendemos a distorcer o significado das palavras e torná-las ocas e supérfluas?! É vilão quem cria algo no imaginário e espera que o outro as torne real, sem ao menos dizer que é isso o que quer. Ou é vilã a pessoa que está vivendo um dia de cada vez? Esse termo é forte, eu sei. Mas eu quero que você pense um pouco.

Você é coadjuvante ou protagonista de sua vida? O coadjuvante caminha conforme a música dos outros, o protagonista cria a própria música toda vez que achar necessário. Essa história não precisa de vilão. Muitas vezes o vilão está só na nossa mente, ele é fruto de nosso imaginário e nos domina toda vez que deixamos de ser protagonistas de nossos atos.

Jessica Tavares
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