Desenho na folha

No Paper is NOT the limit dessa vez eu desenhei em uma folha seca. Ganhei de uma amiga enquanto caminhávamos na rua. Não consegui simplesmente guardar a folho dentro de um livro, queria torná-la algo mais e colocá-la em uma parede para ter um pouco de natureza dentro do meu quarto.

Também lembrei do meu primeiro trabalho de fotografia na escola, onde o objetivo era fotografar uma coisa criada por Deus junto com algo criado pelo homem. Minha felicidade em poder fazer uma pequena intervenção em uma obra de Deus, quando a folha já tinha completado o seu ciclo de vida. E para agradecer também à beleza da natureza e o maravilhoso ciclo da vida.

Não ser imortal nos dá a esperança de buscar ser melhor a cada dia. Buscar melhores resultados e também, deixar uma marca neste mundo!

 

 

O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos, na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

Confira mais obras do projeto: Paper is NOT the limit

 

Jessica Tavares
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Um ano depois: O que é

Há um ano atrás eu fiz minha primeira exposição solo. Coloquei uma obra que causou um reboliço no recinto. Lembro de ter escutado “Um artista se colocar na exposição, isso é bem ousado.”, “Isso é um grito de guerra”, e até “Essa é minha peça predileta.”.

‘O Verbo’ foi o nome da exposição, com isso, cada obra representava uma ação. Misturei literatura e arte e me inseri na exposição, pois a história, tratava-se de uma caminhada, aí eu criei essa obra como uma representação de desconstrução/ reconstrução, depende de como você olha.

O ser humano não é uma linha contínua, não pode ser. Desde o nascimento nós somos descobertas, aprendizados. Aí o rumo que vamos seguir vai depender das sensações, sentimentos e observações. E na verdade, cada um é cada um.

‘Que é’ é a possibilidade, o caminho. Com tombos e vitórias. Olhar pra dentro.

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Quer saber como uma foto sua ficaria desconstruída? Estou aceitando encomendas de produções como esta. Me chama lá no email contato@tavaresjessica.com e conversamos mais sobre isso. Aguardo você!

Confira mais desenhos: tavaresjessica.tumblr.com

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Mãe, desenhei na Nutella!

Gente! Estou vivendo a minha arte! rs É isso mesmo. Eu li um ebook do Gabriel Goffi sobre ter um melhor desempenho nas coisas, e mudou minha visão e minha ação diária. Anotei três importantes pontos do ebook para pensar diariamente:

Viver a própria arte
Visão com ação
Visão/Meta/objetivo

Aí cheguei a conclusão que por mais que o dia esteja cheio, cabeça doendo, corpo cansado, eu tenho que fazer algo rumo aos meus objetivos. Se eu for esperar eu achar um tempo para fazer as coisas que amo, eu deixo de fazer, porquê diariamente as desculpas são muito criativas e nada construtivas.

Então pra fazer cada dia valer a pena, e dar um passo a mais rumo ao que eu desejo, estou desenhando, escrevendo e planejando diariamente. Aí o Paper is NOT the limit que é um dos meus projetos a longo prazo, está fazendo parte dos meus dias.

Hoje comprei Nutella porque sim, Aí aproveitei para desenhar nela com espátula e sentir leveza de fazer o desenho numa superfície tão cremosa. Também apliquei o desenho no prato e senti ainda mais a deliciosa cremosidade da Nutella para aplicar em superfícies. E claro, saboreei com paçoquita. Cara! Você tem que experimentar isso. É uma combinação explosiva de deliciosa.

A mensagem de hoje é: Um dia após o outro sim, mas uma luta por dia para alcançar seu objetivo. Muita força de vontade pra você e muito sucesso!

Baixe o ebook do Gabriel aqui: 9 passos para viver em alta performance

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Uma pausa para esse rótulo da Nutella em homenagem ao Time Brasil nas Olimpíadas Rio 2016!

O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos, na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

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Estranho Mundo de Jessica

Você conhece o Jack? Do filme Estranho Mundo de Jack, criado e dirigido por Tim Burton! Diz que conhece, please?! Se não, pára tudo! Assiste ao filme e depois a gente conversa. Pra quem conhece, O que você acha da história?

Ah! Olha ele aqui…

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Bom, eu quero mesmo é falar do Tim Burton, mas fique com o Jack na cabeça. Esse ano o Museu de Imagem e de Som de São Paulo, recebeu a mega exposição do Tim Burton. Eu consegui ir de última hora, numa correria louca para comprar os ingressos, porquê a Nine me deu um toque e nós conseguimos ir juntas.

Eu tive uma tremedeira na hora de entrar para a exposição. Estava me sentindo tão realizada de poder estar lá, e ver de perto o trabalho de um dos artistas que mais admiro. As lágrimas vieram até meus olhos sim, não caíram até na metade da caminhada, aí depois não teve jeito. Fiquei muito encantada com a mente de Tim, todo o processo criativo e de produção. Cadernos de desenhos da infância e a visão de mundo diferenciada. A minha admiração só aumentou e saí de lá muito inspirada a criar algo.

Na entrada do MIS ouvia-se um barulho estranho, parecia que algo estava batendo. Subimos a escada ansiosas a procura de entender o barulho. Chegamos numa sala escura e lá estava as várias expressões de Jack (Ah! O Jack!). Difícil explicar a mecânica da engenhoca, mas era um espaço circular que rodava as cabeças de Jack, cada uma com uma expressão, aí você observava por um lugar específico e tinha-se a impressão do Jack estar vivo na sua frente. Simples e incrível!

Não tirei isso da cabeça durante um bom tempo. Um dia estava enrolando um papel na mão, para tirar ansiedade não sei do quê! Então eu desenvolvi o conceito rapidamente. Usando o material que eu tinha disponível, com base das cores que Tim Burton usou e pensando nas caretas que ví lá na exposição.

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O espiral foi meu ponto base para a produção das caretas, e note que todos foram feitos da mesma maneira mas só a posição em que foram colados, mudam a expressão da careta. Legal né?!

Fiz a pintura com caneta de desenho apenas para dar o tom de mistério, não deixando o papel enrolado, todo branco. As referências todas do trabalho do Tim Burton. Desde os elementos, formatos até as paletas de cores.

Nunca tinha produzido algo desta maneira, inspirado no trabalho de outro. Tinha um pouco de preconceito na verdade. Mas o que aconteceu nisso foi a limitação que eu me dei em trabalhar em um formato diferente, e a libertação que encontrei ao tentar ver por um outro ponto de vista. Valeu muito a pena.

O que achou? Gostou do resultado? Comenta aí!

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Desenhando com estilete

Já faz um tempo na verdade que eu fiz esse desenho, antes mesmo de eu ler Nárnia que está ali no canto. Eu fiz esse experimento há uns dois anos atrás quando tinha réguas extras na gaveta. Havia comprado o estilete há um tempo e estava bem feliz com a performance dele, aí eu quis testar pra ver se ele “suportaria” desenhar no acrílico.

Eu troquei a lâmina antes de começar o desenho para ter maior desempenho, não precisei colocar muita força para obter resultado. Pelo estilete ser muito grande, tive um pouco de dificuldade de manejá-lo, aí o desenho fugiu algumas vezes da linha que eu queria propor para desenhar. Mas gostei do resultado!

A régua ficou um pouco áspera, não a uso mais para linhas mas como objeto decorativo.

Que tal?!

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O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos, na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

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Desenhando com comida – Doce de leite

Esse post tem sabor da minha infância. Quando nova fui ensinada e mantive o hábito de comer doces. Algo que estou conseguindo controlar só agora nos meus vinte e tantos anos. A minha felicidade era ganhar moedinhas, ou caçá-las pela casa e ir até uma vendinha ou barzinho qualquer, trocar por doces.

Tinha uma época que eu até trocava o passe do ônibus em dinheiro para ir comprar doces. E você acredita que em Poços de Caldas, a cidade onde eu morava, o cara do ‘beijinho e brigadeiro’, aceitava o passe como pagamento?! haha Bons tempos. E foi a época que eu fui mais magra viu?! Voltava à pé pra casa, comendo doce e feliz da vida. Claro que eu e minha irmã fazíamos isso escondido. Só este momento da vida, é a hora de propagar essa peripécia. haha

Um dos doces que eu mais amava, era aquele doce de leite no saquinho, sabe?! Morder a pontinha e sair só um pouquinho. Passar o dia inteiro comendo doce de leite como se não houvesse o amanhã.

Hoje eu não tenho tanto amor assim por esse doce de leite. Agora fiquei mais crítica com o sabor. Mas… comprei esses tempos com um ar nostálgico. E.. acabei nem comendo. Tornei a nostalgia dessa história, fixa, em arte. Desenhei no prato numa correria pra ir viajar. Fixou, fotografei, lavei o prato. Como as memórias que criamos e relembramos são boas, não é?! Algumas coisas precisam vir à mente de vez em quanto para tomar consciência de quem somos, ou fomos, ou queremos ser.

Eu quero ser uma pessoa com menos açúcar na minha vida. Quero isso para a geração que virá depois de mim também.

P.s: Dedico esse post para a Thaís Rodrigues. Minha companheira de paçoca e recuperação de equilíbrio. Te amo, irmã!

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Me inspirei na linha vermelha do metrô de São Paulo

Desde que mudei para São Paulo aprendi duas coisas: Paulista se apaixona no metrô como trocar de roupa, muda de estação que passa. E a segunda é que a linha vermelha não vai tornar seu dia melhor. Pelo contrário, ela pode te deixar com sequelas de stress, dores de cabeça e você ainda pode descobrir um malvado que estava dormindo dentro de você.

Eu explico… você está indo pra casa, depois de um dia cansativo, o trânsito está uma loucura e aí você encontra um colírio para seus olhos lá do outro lado no metrô. Você fixa na pessoa, esquece dos problemas, e por minutos se apaixona por encontrar um ser tão interessante em um dia tão difícil. Até a hora que alguém tem que descer na estação, você fica chateado porque você queria perguntar o nome e desejar um bom dia, mas as portas se fecharam e a vida continua. Uma coisa que não aprendi ainda é como ir adiante com esses flertes no metrô. Se alguém souber, por favor me ensina!

Eu trabalhava na Barra Funda no ano de 2015, era tão difícil ir pra lá diariamente, mas a dor mesmo era conseguir chegar em casa. Sério! Já vim agarrada mil vezes em pessoas desconhecidas porque não tinha espaço para ficar. Se você, quiser, a gente toma um café e eu te conto as mil histórias que vivi em sete meses. É muita coisa bizarra para escrever num post.

O stress de enfrentar essa vida de apertos e sufocos na linha vermelha me deu uma ideia. Eu iria prestar atenção nas coisas boas que tivessem acontecendo no metrô, para me desligar das coisas ruins. Foi um jogo mental que inventei para chegar em casa menos irritada e com mais energia para continuar meu dia. E assim foi. Observei cenas, pessoas, situações. Me apaixonei rapidamente, olhei nos olhos de um estranho profundamente, sorri ao ouvir um cara explicar para uma criança o que são os anjos. Me encostei ao lado de alguém para curtir a música que ouviam e então, meus minutos na linha vermelha do metrô se tornaram mais amenos.

Puxa! Que aventura foram esses dias! Com esse exercício, eu chegava em casa ou no trabalho e reproduzia uma coisa boa que ví. Está aí para vocês verem:

E ah! Não deixa os esbarrões do dia a dia te tirar do sério. A vida é muito mais que nossas dificuldades. Sorria e procure pelas coisas boas.

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Desenho com giz na calçada

“Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite”, ele contou quando o ônibus em que estávamos, bateu em um carro. Paramos e descemos junto com todos os passageiros. A proposta já tinha vindo: andar na Paulista e ir andando para casa. O que são mais duas quadras para caminhar?!

Um foodtruck nos abasteceu a garganta e seguimos tentando contatar os amigos, porque casa já não era mais o objetivo final. Passamos por uma praça cheia de desenhos com giz, e tão atenta que estava nos desenhos fui direto à um desenhista questionar onde é que tinha giz porque meus dedos já estavam coçando.

Na sexta-feira passada fiquei sem apresentar a vocês mais uma parte do projeto Paper is NOT the limit, fiz uma edição especial então com o giz na calçada. Tão simples que foi, tão acessível que é, não havia passado pela minha cabeça nem adentrado a minha lista.

Eu gostei do resultado e foi divertido demais desenhar no chão, lembrei um pouco da infância. Que bom que a arte nos proporciona essa liberdade. E você? O que achou?

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O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos, na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

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