O Pequeno Príncipe

As histórias da infância pintaram para mim príncipes cujos castelos eram gigantescos, vidas glamourosas e muitos deveres a cumprir. A maioria deles, pintados como se fossem insignificantes perto das mulheres que têm à sua volta, pois seus nomes, dificilmente foram divulgados.

Estava observando meu sobrinho brincar no mar, e como os respingos da água o faziam feliz. Ele gargalhava toda vez que batia os pés na água, depois corria pela areia pegando na mão de alguém e dizia “Vamo pra água! Vamos pra água!”. E o ciclo de alegria se multiplicava, pois vê-lo rir, dava uma vontade enorme de fazer o mesmo e ser feliz.

Conheci um príncipe que não tem castelos mas constrói relacionamentos profundos. Que quer aprender e sempre ensina algo. Que se alegra com um pingo de água. Que apesar do seu tamanho e tão pouca idade, insiste em demonstrar o que é igualdade.

 

 

Confira o meu trabalho na fotografia: where-thelight.tumblr.com

Jessica Tavares
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Um passeio para desenhar em flores

Hmm não sei mas acho que esse é o ano das flores para mim. Desde o final de dezembro de 2016 até hoje, tenho buscado muita inspiração em flores e suas folhas. A natureza em geral me alimenta criatividade mas as flores tem trazidos umas cores e formatos para minha visão como escritora e artista plástica que eu ainda não tinha experimentado.

Para o #paperisnotthelimit dessa semana eu trouxe uma lembrança das minhas férias em janeiro. Levei o meu sobrinho para caminhar na praia, brincamos de pular nas poças que o mar deixou entre as pedras, estávamos cansados e subimos para casa. No caminho, encontramos várias flores caídas no chão, peguei uma e logo Nicolas me copiou. Vi a oportunidade e expliquei a ele que só deveria pegas as flores que estavam caídas, e não as do pé.

“Deixe que as flores encontrem o próprio caminho”, expliquei enquanto caminhamos de mãos dadas até a casa do vovô mar. Entramos, e umas horas mais tarde peguei a caneta e desenhei, e aqui você confere o resultado.

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O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

Confira mais obras do projeto: Paper is NOT the limit

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Desenhando com conchas #paperisnotthelimit

Ainda em clima praiano e com muita saudade de Iriri e das experiências que vivi lá, o #paperisnotthelimit dessa semana eu desenhei com conchas na minha perna.

Eu tinha visto uma imagem no instagram há muito tempo atrás, de uma garota que colocou conchas no braço e fez uma foto bem linda com o mar ao fundo. Quando estava tomando um sol na praia da Costa Azul, me lembrei desta imagem, rapidamente peguei algumas conchas e comecei a desenhar na perna.

Foi algo tão simples e rápido de produzir, gostei bastante do resultado e a paisagem ajuda também né?!

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O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

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Você tirou meus quadros da parede

Toda vez que a gente se via, parecia que o momento era infinito. Meus pés flutuavam e eu não tinha receio de olhar para os lados. Tudo que era difícil de enfrentar sozinha, ao seu lado, não parecia mais assustador. Sua presença sempre me dava forças.

Cada dia que passava, as palavras ficavam mais fáceis de sair da boca. O sorriso era constante. Algumas coisas que falava, me tirava do sério instantaneamente mas você não dava bola para o meu mau humor, brincava e logo tudo estava bem.

Nunca imaginei que nossos passos seriam tão coesos juntos. As nossas diferenças insistiam em nos fortalecer. Até as mãos foram dadas, coisa que você insistiu em não ter gostado antes de fazer e eu de receber.

Mas toda história tem seus pormenores, e contos de fadas eu não acredito que existam. As circunstâncias ao nosso redor diziam que não era hora de estar ali, tudo estava bem, em perfeita sintonia, mas o momento não nos pertencia.

Parece que foram anos os nossos passeios pelas ruas, mas o tempo foi pouco. Pouco demais. A intimidade, a vontade de ficar e a liberdade ao seu lado, foi algo que nunca antes eu senti. Mas o tempo… ah o tempo! Não foi o bastante para eu viver tudo ao seu lado.

O tempo passou e eu me vi caminhando nas ruas sozinha, o telefone me dizia que você estava sempre lá mas nunca aqui. Quando me dei conta, as molduras que eram a base para cada história que criamos, caiam rachadas ao chão. Não tive forças para concertá-las. Até tentei colocar cola algumas vezes, mas não tinha a mesma força e voltam a quebrar.

Um dia, olhei as paredes que nos mantiveram juntos, e meus quadros não estavam mais ali. Por algum motivo eu acho que foi você quem tirou dali, mas eu não tinha certeza se eu mesma não tentei fazer isso.

Caminhei a contra gosto para o lado oposto. Por algum motivo que ainda não entendo, eu me senti aliviada por estar indo finalmente embora.

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Pé na areia, desenho no chão

Acredito que a renovação vem diariamente, o recomeço é agora, é a qualquer momento, é quando tomamos a decisão de que há a necessidade de mudança e vamos lá modificar.

Outro dia, passeando com a família, levei-os até uma praia que gosto muito, a praia dos Coqueiros em Anchieta no Espírito Santo. Logo que desci do carro, me inspirei pela linda paisagem, admirei o verde e o azul e lembrei da última vez que estive ali. Lembrei de como eu era diferente, como as coisas caminharam e quantas coisas ficaram para trás.

Com a ponta dos dedos dos pés, eu desenhei rapidamente na areia, enquanto passeava feliz em minhas memórias. Olhei para o chão e decidi que precisava mostrar mais meu trabalho, meu desenho, minha arte, a coisa que mais amo fazer no mundo.

Então a partir de agora, você vai acompanhar meu projeto Paper is NOT the limit semanalmente aqui no blog Retalho da vida.Aí eu descobri que renovação também se trata de comprometimento consigo mesmo, com os sonhos, objetivos de uma vida. O que você vai renovar hoje, para conseguir seu objetivo amanhã?

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O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

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Uma história inspirada pelo Chivas

Quando quer descansar a cabeça de uma semana cheia, ou quando quer comemorar uma semana produtiva. Quando quer assistir aqueeele UFC porreta ou quando recebe visitas em casa. Na reunião de trabalho ou num dia casual. Não é nada exagerado, mas com o copo certo e a dose que é o bastante, o Chivas está presente na vida do meu pai.

Ainda lembro de quando ele me explicou o processo de produção do whiskey, disse como apreciava todo o contexto, e entre as histórias saboreava a bebida com muito apreço em seu olhar.

Dia 27 de dezembro foi aniversário dele, e para comemorar, nós filhos, Eu, Thais, Carol e Flavio, Nicolas que é o primeiro neto e Pedro, o genro, preparamos uma pequena surpresa e a decoração foi composta pelas garrafas vazias de sua bebida predileta.

O Chivas 18 anos foi presente e a primeira vez que experimentou. Não foi logo ali no aniversário, dias depois ele pegou seu copo predileto e abriu o Chivas para compartilhar com os filhos. No olhar dele estava a alegria de poder ter um momento tão único com os filhos, apreciando uma uma bebida que tanto gosta.

Agora com os filhos crescidos, cada um seguindo seu rumo na vida, Eugmar, meu pai, pode ser ainda mais o melhor amigo, companheiro e com um brinde tão especial em família.

Se eu pudesse, comprava todas as edições de Chivas para meu pai experimentar e colecionar. Mas deixo aqui minha singela homenagem do apreço do melhor pai do mundo. Que muitos aniversários venham e muitas doses saborosas para sua vida, pai!

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Ciroc assinada por Jessica Tavares

Calma! Calma! Eu não assinei uma garrafa Ciroc ainda. Esse é mais um desenho para o meu projeto, Paper is NOT the limit. A garrafa estava dando bobeira aqui em casa e eu decidi que ela precisava de um toque de Jessica.

Aí já deixo a ideia para a Ciroc de me contratar para assinar uma garrafa deles. Que tal?!

Aproveitei o degradê da garrafa e fiz uma textura leve, arredondada, para comunicar com a marca. Espero que gostem!

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O projeto Paper is NOT the limit consiste em produzir o mesmo desenho com técnicas e materiais variados e alternativos, na busca por criatividade e aperfeiçoamento artístico.

Confira mais obras do projeto: Paper is NOT the limit

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Joguei as minhas chaves fora

Eu tentei de todas as maneiras não te deixar partir.
Talvez esse foi meu maior erro, afinal.
Nunca tive a coragem de fechar as portas mesmo sabendo a importância e necessidade de ir embora.
Ficamos presos em nós mesmos, e deixamos o tempo passar.
Nos tornamos a história na qual queríamos fugir.
O tempo passou novamente e o coração cansou.
Nos tornamos a história que abominávamos existir.
Se antes eu não tinha a coragem de fechar a porta, hoje eu joguei as chaves fora.

Confira o meu trabalho na fotografia: where-thelight.tumblr.com

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Eu não me permito ser infeliz

Faz meses que as fotos deste post estão guardadas, só estava esperando o texto certo para mostrá-las e tudo comunicar com um só. Eu as tirei no começo do ano, numa brincadeira na pia do banheiro. Imediatamente senti vontade de publicá-las mas queria estar pronta para falar sobre o assunto.

Agora estou sentada aqui, chateada, incomodada pelo fim do ano estar chegando e algumas metas minhas não foram alcançadas. Estou brigando dentro da minha cabeça há duas semanas, porquê não fiz algumas coisas de maneira diferente. Estou me sentindo exausta mentalmente.

Desde o momento em que tirei essa foto, até hoje, estou caminhando para me conhecer melhor. E que coisa difícil de se fazer na vida! É tão difícil o tal do autoconhecimento. Mas não desisti até agora, apenas fico baqueada às vezes, na busca de tentar entender as coisas. Acho que peco bastante neste ponto. Pois é aqui que esqueço que estou tentando melhorar e analiso o quão ruim eu fui. Aí eu me perco e fico presa dentro da minha própria cabeça.

Nunca escrevi um texto tão nítido do que eu estou sentindo para compartilhar com vocês, apesar de parecer uma pessoa transparente, aprendi desde cedo a guardar minhas dores para mim. Não apresento-as, para que elas não sejam comentadas. Hoje a minha cabeça e meu coração doem muito, sinto que me desloquei para situações que não queria estar vivendo, estou juntando os pedaços de mim para lutar para ir até onde eu quero estar.

Minha vida não é a mais difícil de todas. Eu tenho o que comer, um teto pra morar, uma cama para dormir, tenho um trabalho para me sustentar, entre outras coisas que a família que vi ontem na rua, não tem. Cinco crianças e seus pais morando numa barraca montada na calçada. Todas descalças e com pouca roupa, sorrindo e brincando na rua, como se o frio não estivesse ali.

Eu apenas sou um ser humano, assim como você é. Que sente, que pensa, que chora. E eu vou me permitir ficar triste, assim como no dia em que tirei essas fotos. Para que a tristeza possa me fazer pensar, e as minhas fraquezas se tornem o impulso que eu preciso para sentir meu coração leve novamente.

Obrigada por ler meu desabafo.